A Lugrade apresentou as Edições Limitadas de Bacalhau e uma novidade para 2025, num encontro onde a maturação lenta, a técnica artesanal e a criatividade gastronómica se cruzaram com expressão artística. O evento decorreu esta quinta-feira, 4 de dezembro, no Badassery e integrou a primeira exposição pública das tiras LugrArte, da autoria de Hugo van der Ding.
O chef Diogo Rocha inaugurou a sessão explicando que a Lugrade gosta de surpreender. “Quisemos provocar e fazer uma apresentação dos produtos de uma forma diferente”. Sobre a escolha do espaço, reforçou que acredita numa ligação profunda entre rigor gastronómico e criação artística, dizendo: “Falar de bacalhau é falar de tempo, de sensibilidade e de quem sabe fazer”.
O profissional destacou a importância da maturação prolongada nas edições apresentadas e lembrou que o tempo é hoje um luxo. “Todos nós gostaríamos de comprar uma coisa que não temos: tempo”, sublinhando que este é o resultado de um peixe mais complexo, mais intenso e único.
É um investimento, mas estamos a falar de um produto completamente diferenciado”
O embaixador da Lugrade desde 2015, conduziu a degustação especialmente preparada para o evento. Durante a apresentação das receitas, partilhou a visão que orienta a sua colaboração com a marca e afirmou: “O bacalhau responde a técnica, afeto e criatividade”, acrescentando que a cura tradicional da Lugrade permite trabalhar o produto de formas que não seriam possíveis com processos rápidos.
Entre os produtos apresentados esteve a grande novidade para 2025, o Lombo de Bacalhau Dourado, preparado artesanalmente e inspirado na muxama algarvia. A marca descreve-o como um ingrediente versátil, de sabor intenso e textura delicada, ideal tanto em petisco como em receitas de inspiração mediterrânica.
Foram ainda reveladas as Edições Limitadas de 2025. O Vintage de 20 meses reforça a identidade clássica do bacalhau islandês de cura longa. O Vintage 20+12 meses, com mais de dois anos e meio de maturação, foi apresentado como uma edição de exceção, pensada para momentos especiais. Já o Magnus, de origem norueguesa e seis meses de cura, destacou-se pelos lombos generosos e pelo sabor tradicional que os portugueses reconhecem.

Num momento mais pessoal, Joselito Lucas partilhou uma reflexão sobre o custo do bacalhau e desafiou perceções instaladas: “Um Magnum dá para 30 pessoas. Um peixe deste dá para 30 pessoas. Que outro peixe dá para 30 pessoas? Custa, sim. É um investimento, mas estamos a falar de um produto completamente diferenciado. Digam-me que peixe selvagem, com seis meses, custa tão pouco”, afirmou.
O encontro reuniu profissionais da gastronomia, criativos e amigos, reforçando o posicionamento da Lugrade no cruzamento entre produto, cultura e comunicação visual. No encerramento, Joselito Lucas sintetizou o espírito da empresa. “O que todos estes produtos têm em comum é o saber fazer”.

