O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) afirma-se otimista quanto ao futuro do setor vitivinícola e acredita atingir um novo marco já este ano.
“Acredito que, ultrapassada um bocadinho esta incerteza do mercado mundial e estas dificuldades todas que têm a ver também com a geopolítica a nível mundial, 2026 seja o ano dos 1.000 milhões de euros de exportação. Em termos de litros, estamos a falar de cerca de 50% da produção nacional”, afiançou Francisco Toscano Rico, presidente do IVV.
As declarações são feitas na Casa do Vinho, em Valpaços, após uma visita a produtores da região de Trás-os-Montes, num momento em que o setor procura recuperar de metas falhadas nos últimos anos.
Frederico Falcão, presidente da Viniportugal, recordou que o objetivo dos mil milhões de euros já esteve em cima da mesa por duas ocasiões, levando agora à definição de uma nova fasquia de mil e duzentos milhões de euros até 2030.
“Estávamos em querer que esse valor dos 1.000 milhões de euros fosse atingido em 2025, não foi, e aqui há uma grande culpa dos Estados Unidos, pela instabilidade e redução que nos trouxeram, mas estamos confiantes que até 2030 vamos chegar aos 1,2 mil milhões de euros”, destacou o responsável.
Ainda assim, Frederico Falcão sublinha que o mais relevante não é apenas atingir metas quantitativas, mas assegurar a viabilidade económica a longo prazo.
“O setor tem [aumentado os preços de venda dos vinhos portugueses] todos os anos, portanto, temos vindo a crescer, ano após ano, no aumento do preço médio de exportação”, adiantou.

