O estudo “European Hotel Investor Intentions Survey 2026” revela que apesar de um contexto global marcado por incerteza macroeconómica e geopolítica, o sector hoteleiro europeu mantém um forte dinamismo, sustentado por fundamentos sólidos e pela confiança dos investidores. Neste enquadramento, Portugal continua a afirmar-se como um dos mercados mais relevantes para o investimento hoteleiro, ocupando a 4ª posição no ranking, consolidando-se como um dos destinos europeus mais atrativos.
A nível ibérico, Portugal reforça o seu posicionamento estratégico, contribuindo para que esta região, a par com Itália, concentre mais de 40% das intenções totais de investimento no sector hoteleiro europeu. Este desempenho evidencia o crescente destaque do sul da Europa como destino preferencial dos investidores, com Espanha, Itália e Reino Unido a liderarem o ranking europeu. A atratividade da região é sustentada pela robustez da procura turística, desempenho operacional positivo e diversidade de destinos, que combinam cidades gateway com localizações de lazer consolidadas.
A nível urbano, Lisboa posiciona-se entre as principais cidades europeias para investimento hoteleiro, ocupando a sexta posição no ranking. Este desempenho reflete o crescente interesse dos investidores por destinos urbanos com forte procura turística e empresarial, bem como por mercados com oferta limitada e potencial de valorização.

Prevê-se uma expansão da atividade de investimento hoteleiro na Europa
O estudo revela um elevado nível de confiança dos investidores no sector, com mais de 90% a preverem manter ou aumentar a alocação a hotéis em 2026. Destes, cerca de 31% antecipam aumentos significativos de investimento, evidenciando o reforço do apetite pelo sector, mesmo num contexto de maior volatilidade global. Este enquadramento confirma a transição do investimento hoteleiro de uma lógica cíclica para uma componente cada vez mais estrutural nas estratégias de alocação de capital.
Preferência por estratégias de “value-add” e hóteis de luxo
Ao nível das estratégias de investimento, mantém-se a predominância de abordagens value-add, que concentram cerca de 53% das preferências dos investidores, evidenciando a aposta na criação de valor através de reposicionamento e otimização de ativos. Em paralelo, observa-se um aumento do interesse por estratégias oportunistas (25% da amostra), refletindo uma maior tolerância ao risco. Por outro lado, as estratégias core continuam a ter menor expressão, o que se explica, em grande medida, pela limitada disponibilidade de ativos prime no mercado, bem como pela crescente seletividade dos investidores.
Em termos de produto, existe uma clara preferência por oportunidades de investimento nos segmentos mais elevados, com os hotéis de luxo e upper-upscale a liderar com 53% e 44% das preferências, respetivamente.
“Nos primeiros quatro meses de 2026 registou-se um volume de investimento superior à totalidade do volume investido em 2025. Estes resultados reforçam a confiança da equipa da CBRE Portugal, que antecipa um pipeline robusto de transações para os próximos meses e, acredita que 2026 poderá afirmar-se como um novo ano recorde para o investimento em hotéis em Portugal”, afirma Gilberto Martins, Head of IP Hotels da CBRE Portugal.

