O que motivou a vossa presença nesta edição da EXPOAUTO?
A nossa presença na EXPOAUTO é, acima de tudo, uma afirmação de compromisso. A Sodicentro Coimbra é o agente Smart exclusivo para toda a zona Centro do país — e isso implica uma responsabilidade que vai muito além da venda de viaturas, esta edição representa uma oportunidade única para aproximar a marca smart de um público que talvez ainda não a conheça na sua nova versão — completamente reinventada, 100% elétrica. O nosso principal objetivo é precisamente esse: desmistificar, surpreender e converter curiosidade em confiança. Queremos que quem visitar o nosso stand saia com uma ideia diferente do que é a smart hoje.
Que novidades ou lançamentos vão apresentar durante o evento?
Vamos ter em exposição três modelos da gama atual. Da gama presente, estamos a trazer o Smart #1 — o SUV compacto que inaugurou a nova era da marca —, o Smart #3 na versão edição especial Keith Haring, com uma decoração inspirada na obra do icónico artista nova-iorquino, num exercício perfeito entre arte urbana e design automóvel. Completamos a exposição com o Smart #5, o maior e mais versátil modelo da gama, que representa o passo da marca para o segmento dos SUV familiares
Que tendências sentem hoje com mais força junto dos consumidores?
A mudança mais evidente dos últimos dois anos é mesmo essa: o cliente chegou. Não o cliente que precisava de ser convencido de que o elétrico existia — esse já passou. O cliente que nos visita hoje já pesquisou, já comparou autonomias, já percebeu as diferenças entre carregamento AC e DC, já tem perguntas concretas. O que sentimos é que a conversa mudou de registo. Passou de “será que devo comprar elétrico?” para “qual é o elétrico certo para o meu estilo de vida?”. Isso é um salto enorme. Ao mesmo tempo, notamos uma crescente valorização do design e da identidade de marca — e aqui a smart tem uma vantagem natural. Os nossos clientes não estão apenas a comprar mobilidade, estão a fazer uma escolha estética e de valores. A tendência da mobilidade como expressão de identidade pessoal é muito real, e a smart sempre soube estar nesse registo.
Ainda existem muitos mitos associados aos veículos elétricos e híbridos. Quais são os preconceitos que sentem necessidade de desconstruir com maior frequência?
O maior mito continua a ser a ansiedade de autonomia — o medo de ficar sem carga a meio da viagem. Quando mostramos ao cliente que um smart #1 ou #3 tem autonomia real superior a 400 km em ciclo misto, que a rede de carregamento rápido DC já cobre os eixos nacionais e que 90% dos utilizadores carregam em casa durante a noite, o medo dissolve-se rapidamente. O segundo preconceito mais comum é o custo total de utilização. As pessoas comparam o preço de aquisição com o de um térmico equivalente, sem contabilizar os custos de combustível, manutenção e fiscalidade ao longo de cinco anos. Quando fazemos essa análise concreta — e fazemo-la sempre em consulta — a equação muda completamente. O terceiro mito, mais específico para a smart, é o de que se trata de uma marca de viaturas pequenas e urbanas. A chegada do #5 — um SUV de grandes dimensões — resolve esse equívoco de forma definitiva.
Que experiência procuraram criar no vosso espaço dentro da feira?
Queremos um espaço de experiência. Além das viaturas em exposição, a nossa equipa estará disponível para simulações personalizadas de mobilidade: calculamos com o visitante qual o modelo mais adequado ao seu perfil, apresentamos os custos reais de utilização e esclarecemos todas as dúvidas sobre incentivos fiscais, carregamento doméstico e programas de financiamento.
Nos últimos meses, o setor tem estado no centro da atualidade devido à pressão regulatória europeia, às metas ambientais e à concorrência asiática. Como encaram este momento de transformação?
Encaramo-lo com pragmatismo e, honestamente, com otimismo. A pressão regulatória é real e as metas são ambiciosas — mas na smart já não é uma questão de adaptação, porque a marca chegou 100% elétrica antes de o mercado o exigir. Não há uma transição a fazer, não há motores térmicos para descontinuar. Isso coloca-nos numa posição de vantagem genuína. Quanto à concorrência asiática, que é uma realidade que o setor não pode ignorar, a resposta da smart passa por aquilo que nenhum fabricante de custo baixo consegue replicar facilmente: herança de marca, design inconfundível, qualidade premium e uma rede de serviço pós-venda de confiança. No caso da Sodicentro e da zona Centro, essa proximidade com o cliente, esse acompanhamento a longo prazo, vale muito mais do que qualquer desconto de lançamento. Esta fase de transformação está, sem dúvida, a acelerar a inovação — e quem estava preparado está a colher os frutos.
Sentem que Portugal está hoje mais preparado para responder ao crescimento da mobilidade elétrica?
Portugal deu passos muito significativos. A rede de carregamento cresceu consideravelmente, os incentivos à aquisição — embora com flutuações — mantêm-se relevantes, e a consciência ambiental do consumidor é hoje muito mais matura do que há cinco anos. No entanto, há dois pontos onde o país ainda tem caminho a percorrer. O primeiro é a cobertura de carregamento nos centros urbanos de média dimensão — nas cidades mais pequenas do interior da zona Centro, a rede ainda é escassa para quem não tem garagem privada. O segundo é a estabilidade das políticas de incentivo: a incerteza fiscal afasta clientes que já estão convencidos tecnicamente mas que hesitam perante um enquadramento que pode mudar de ano para ano. Uma política energética e fiscal mais previsível seria, provavelmente, o maior catalisador de crescimento que o mercado português poderia ter.
O preço continua a ser decisivo para muitos compradores. Sentem que os veículos eletrificados estão a tornar-se mais acessíveis?
A trajetória é inequívoca e vem confirmar o que os analistas antecipavam: a paridade de preço entre elétrico e térmico está cada vez mais próxima. O custo das baterias continua a cair, a escala de produção aumenta, e a concorrência — incluindo a asiática — está a empurrar os preços para baixo de forma acelerada. Mas a questão do preço tem sempre de ser contextualizada no custo total de propriedade. Um cliente que perceba que, ao longo de cinco anos, um elétrico tem custos de combustível e manutenção substancialmente inferiores, vê o preço de aquisição com outros olhos. É esse exercício que fazemos sistematicamente com os nossos clientes — e é por isso que a taxa de conversão de quem entra no nosso Concessionário com dúvidas sobre custo é tão elevada.
Que perfil de visitante esperam encontrar na EXPOAUTO?
A EXPOAUTO tem sempre uma componente de curiosidade saudável — pessoas que querem ver as novidades, tocar nas viaturas, tirar fotografias. Mas há um segundo perfil que tem crescido visivelmente em feiras deste tipo: o comprador em fase de decisão avançada, que usa a feira para validar uma escolha que já quase tomou, para comparar lado a lado, para fazer as últimas perguntas ao vendedor antes de avançar. Para esses, a nossa equipa estará preparada com toda a informação, simulações de financiamento, propostas personalizadas e a possibilidade de agendar test drives ainda durante o evento.
O setor automóvel vive um período de enorme inovação tecnológica. Que papel vão ter a inteligência artificial e o software na experiência de condução?
O automóvel está a tornar-se, progressivamente, num dispositivo de software com rodas. A inteligência artificial já está presente nos sistemas de assistência à condução, na gestão preditiva da bateria, na personalização da interface de bordo e nas funcionalidades de atualização remota — os chamados OTA updates, que permitem melhorar a viatura sem a levar à oficina. Na smart, este caminho já está traçado: os modelos atuais recebem atualizações de software regulares que acrescentam funcionalidades, melhoram a eficiência e corrigem comportamentos. O futuro aponta para uma integração ainda mais profunda: sistemas que aprendem o perfil de condução de cada utilizador, assistentes de voz contextuais, gestão inteligente da cadeia de carregamento. O que podemos garantir é que a smart, nascida nesta era digital, está estruturalmente preparada para esta evolução.
Para terminar: porque é que ninguém deve perder esta edição da EXPOAUTO?
Porque esta edição acontece num momento de charneira. O mercado automóvel está em plena metamorfose — e a EXPOAUTO é o lugar onde essa metamorfose se torna visível, tátil, comparável. Para quem ainda não decidiu o seu próximo carro, é a oportunidade de ver, lado a lado, tudo o que o mercado tem para oferecer. Para quem já decidiu, é a confirmação de que fez bem. E para quem simplesmente gosta de automóveis, de ver as novidades que saíram entretanto.

