Portugal quer continuar a afirmar-se como uma referência mundial no setor do azeite, apostando na inovação, na tecnologia e na valorização da qualidade para reforçar a competitividade e conquistar novos mercados.
“O futuro depende da nossa capacidade de inovar, ao mesmo tempo que mantemos a tradição”, afirmou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, defendendo que o azeite continua a ser um produto estratégico pela relevância económica, cultural e pelas reconhecidas características para a saúde.
O governante considerou ainda que o setor precisa de continuar a investir para responder aos desafios das alterações climáticas, da sustentabilidade e da gestão da água, alertando igualmente para a importância de a futura Política Agrícola Comum preservar as medidas que têm contribuído para a modernização da agricultura portuguesa.
Segundo dados do Governo, a campanha 2025/2026 deverá registar uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um volume semelhante ao da campanha anterior, consolidando Portugal entre os principais produtores e exportadores de azeite.
Para José Manuel Fernandes, a promoção internacional continua a ser determinante. “Embora o azeite seja conhecido como um produto de alta qualidade, ainda pode ser melhorado através de investimentos e promoção. Temos a obrigação de comunicar as nossas soluções a nível global”, sublinhou.
A internacionalização será também um dos temas em destaque na próxima edição da SAGALEXPO – Sabores de Portugal, marcada para abril de 2027, onde produtores nacionais terão oportunidade de apresentar o azeite português a compradores e importadores de diversos mercados, reforçando a estratégia de crescimento das exportações.
As declarações do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ocorreram na abertura do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa.

