A Rocim vai participar pela primeira vez na SAGALEXPO. O que motivou esta decisão e qual a importância deste evento para a empresa?
A participação na SAGALEXPO surge como uma oportunidade natural de reforçar a nossa aposta nos mercados internacionais. Este evento é hoje um dos grandes palcos de promoção de produtos portugueses e constitui um ponto de encontro estratégico com importadores, distribuidores e decisores de vários continentes. Para a Rocim, é uma forma de dar maior visibilidade ao trabalho desenvolvido ao longo destes 18 anos e de consolidar a marca num contexto global.
Com um percurso de 18 anos, a Rocim tem vindo a crescer de forma notável. Como veem esta nova etapa no contexto da internacionalização da marca?
A internacionalização sempre foi um eixo central da estratégia da Rocim. Participar na SAGALEXPO é, por isso, uma evolução natural do caminho que temos trilhado. Queremos afirmar a nossa identidade alentejana e ao mesmo tempo mostrar a versatilidade e a qualidade dos nossos vinhos, adaptando a comunicação às exigências de cada mercado. Esta etapa simboliza maturidade e confiança no futuro.
O que a Rocim pretende transmitir aos mercados internacionais através da presença na SAGALEXPO? Quais são os principais produtos que vão estar em destaque na feira?
Queremos transmitir autenticidade, inovação e a ligação ao território do Alentejo, que é o nosso ADN. Levaremos à feira vinhos que representam bem a nossa diversidade, como a gama Amphora, símbolo da tradição milenar da talha alentejana, os vinhos de assinatura Olho de Mocho e ainda novidades como o Sommelier Edition Branco, que tem surpreendido críticos e consumidores.
A Rocim está presente em mais de 50 mercados. Quais têm sido as principais geografias de crescimento e quais as expectativas após a SAGALEXPO?
Os Estados Unidos, Brasil, Canadá, países nórdicos e alguns mercados asiáticos têm sido fundamentais no nosso crescimento. A expectativa é que a SAGALEXPO nos permita consolidar estas geografias e, ao mesmo tempo, abrir portas em regiões com grande potencial, como África e Médio Oriente.
A empresa tem se destacado pela aposta em vinhos de alta qualidade, incluindo colaborações com grandes nomes do setor. Como estas parcerias impactam a percepção internacional da marca?
As parcerias são uma forma de cruzar experiências e visões enológicas distintas, acrescentando valor ao nosso portefólio. Trabalhar com nomes como Thomas Domingues reforça a credibilidade da Rocim e mostra ao mundo que estamos abertos à inovação, sem nunca perder a ligação às raízes. Isso tem tido impacto direto na forma como os nossos vinhos são percecionados: como produtos consistentes, sofisticados e relevantes no panorama internacional.
Em relação ao enoturismo, a Rocim tem mostrado um crescimento significativo. De que forma esta experiência pode contribuir para a presença no mercado externo?
O enoturismo é um veículo privilegiado de comunicação da marca. Quem nos visita leva consigo uma experiência sensorial e cultural completa, que se transforma num canal de promoção orgânica da Rocim além-fronteiras. Muitos dos nossos visitantes estrangeiros acabam por ser embaixadores espontâneos da marca nos seus países de origem.
Este ano, a Rocim foi eleita Produtor do Ano 2024 pela Revista de Vinhos. Como recebem este reconhecimento?
É um enorme orgulho e, acima de tudo, um reconhecimento do trabalho de toda a equipa ao longo dos anos. Este prémio reforça a nossa responsabilidade de continuar a inovar e a produzir vinhos que honrem o Alentejo e que correspondam às expectativas dos consumidores e críticos em todo o mundo.
A Rocim tem mostrado uma forte preocupação com a inovação, como o lançamento do Sommelier Edition Branco. Quais são os próximos passos?
Temos vindo a trabalhar em novos perfis de vinho, sempre com a preocupação de respeitar o terroir. Em breve, vamos apresentar novas edições limitadas, continuar a explorar a tradição da talha e investir em vinhos que reflitam práticas mais sustentáveis, em linha com a crescente procura internacional por produtos diferenciados e responsáveis.
A participação na SAGALEXPO coloca a Rocim lado a lado com outras grandes marcas portuguesas. Como se posicionam perante a competitividade do setor?
Acreditamos que a diferenciação está na autenticidade. O setor é altamente competitivo, mas a Rocim tem a vantagem de unir tradição e modernidade, combinando a herança alentejana com uma visão contemporânea de produção e comunicação. Esse equilíbrio tem-nos permitido destacar em mercados muito diversos.
A Rocim celebra 18 anos em 2025. Que desafios e projetos têm em mente para o futuro imediato?
O grande desafio será continuar a crescer de forma sustentável. Queremos consolidar a nossa posição nos mercados internacionais, reforçar o enoturismo como um pilar estratégico e investir em inovação, tanto na vinha como na adega. Paralelamente, temos projetos ligados à sustentabilidade e à preservação do território, que consideramos fundamentais para garantir o futuro da viticultura no Alentejo.

