Num setor cada vez mais competitivo e com um foco crescente na sustentabilidade e certificações de qualidade, a Ferbar reforça o compromisso com a excelência, destacando a recente renovação da certificação IFS Logistics. O verdadeiro desafio é transmitir a riqueza da cultura portuguesa, de forma a conquistar e fidelizar consumidores em geografias com tradições alimentares muito distintas.
- A Ferbar confirma a presença na SAGALEXPO 2026. O que motiva esta nova participação e que objetivos pretendem alcançar com a presença na maior feira internacional do setor alimentar em Portugal?
A Ferbar confirma a sua presença na SAGALEXPO 2026 porque vê nesta feira uma excelente oportunidade de reforçar a sua presença internacional, estabelecer novos contactos e fortalecer parcerias existentes. Nosso objetivo é mostrar a qualidade e a tradição dos nossos produtos, além de explorar novas oportunidades de negócio nos mercados globais, consolidando a nossa posição como uma marca de referência no setor alimentar.
- A exportação tem cada vez mais peso na atividade da Ferbar. Qual é a percentagem atualmente direcionada para mercados externos e quais são os principais destinos?
Atualmente, uma percentagem significativa da nossa atividade está direcionada para mercados externos, representando cerca de 20% do nosso volume de negócios. Os principais destinos incluem países da União Europeia, como França e Alemanha, além de mercados emergentes na América do Norte e Sul e na Ásia, onde estamos a expandir a nossa presença.
- Que papel tem a internacionalização na estratégia de crescimento da Ferbar a médio e longo prazo?
A internacionalização é uma peça-chave na nossa estratégia de crescimento a médio e longo prazo. Acreditamos que a expansão para novos mercados nos permite diversificar as fontes de receita, aumentar a notoriedade da marca e promover a cultura e os sabores portugueses além-fronteiras, contribuindo assim para o crescimento sustentável da Ferbar.
- Há produtos que fazem parte da identidade da Ferbar – como a marmelada, os frutos secos e os legumes em conserva. Qual é a aceitação destes produtos fora de Portugal? Adaptam o portefólio consoante os mercados?
Os produtos que fazem parte da nossa identidade, como a marmelada, os frutos secos e os legumes em conserva, têm uma boa aceitação fora de Portugal, especialmente em mercados onde há valorização de produtos tradicionais. Sim, adaptamos o nosso portfólio consoante os mercados, ajustando embalagens, sabores e formatos para atender às preferências locais.
- Que desafios encontram quando tentam levar sabores tão enraizados na tradição portuguesa a geografias com culturas alimentares muito distintas?
Um dos principais desafios é transmitir sabores tão enraizados na nossa cultura de forma que sejam apreciados por consumidores com culturas alimentares distintas. Para isso, investimos em pesquisa de mercado, adaptação de produtos e comunicação que valorize a autenticidade e a qualidade dos nossos sabores tradicionais, sempre respeitando as preferências locais.
- A SAGALEXPO é também uma montra de produtos com potencial de exportação. Considerando o lançamento recente de produtos como a marmelada sem conservantes e as leguminosas em Tetra Pak, há novos produtos pensados especificamente para o mercado externo?
Sim, estamos sempre a inovar e a pensar em novos produtos para o mercado, nomeadamente externo. Recentemente, lançámos a marmelada sem conservantes e as leguminosas em Tetra Pak, pensando em tendências de consumo mais saudáveis e práticas. Temos em mente desenvolver produtos específicos para diferentes mercados, alinhados com as suas necessidades e preferências.
- A sustentabilidade e a certificação de qualidade são fatores decisivos para muitos compradores internacionais. Que importância teve a renovação da certificação IFS Logistics no vosso posicionamento além-fronteiras?
A renovação da certificação IFS Logistics reforça o nosso compromisso com a qualidade, segurança e sustentabilidade dos nossos produtos. Para os clientes internacionais, essa certificação é um selo de confiança que ajuda a consolidar a nossa reputação e a facilitar a entrada em mercados exigentes, além de demonstrar o nosso compromisso com boas práticas de produção.
- Quais têm sido os principais apoios ou mecanismos – públicos ou privados – que facilitam ou dificultam o esforço de exportação de uma empresa como a Ferbar?
Os principais apoios vêm de programas públicos de incentivo à exportação, associações do setor e parcerias com entidades de apoio ao comércio internacional. No entanto, às vezes, enfrentamos desafios relacionados com a burocracia, custos de certificação e adaptação às exigências específicas de cada mercado, o que pode dificultar o processo de exportação.
- A marca é comunicada lá fora como um símbolo de tradição portuguesa ou há uma estratégia mais neutra e universal? Que imagem querem que os consumidores estrangeiros tenham da Ferbar?
A nossa marca é comunicada lá fora como um símbolo de tradição portuguesa, valorizando a autenticidade, a qualidade e a história que estão na origem dos nossos produtos. A estratégia é transmitir uma imagem de confiança e de produtos que representam o melhor de Portugal, com uma abordagem que combina tradição e inovação para atrair consumidores internacionais.
- Que impacto esperam que a SAGALEXPO 2026 possa ter concretamente para a rede de clientes internacionais? Que oportunidades destacam das edições anteriores?
Esperamos que a SAGALEXPO 2026 seja uma oportunidade de fortalecer relações comerciais, captar novos clientes e abrir portas para novos mercados. Das edições anteriores, destacamos as oportunidades de networking, a visibilidade internacional e o feedback positivo que recebemos, que nos ajudam a ajustar e melhorar a nossa oferta.
- Olhando para o futuro: que mercados emergentes consideram estratégicos para o crescimento da Ferbar fora de Portugal?
Olhando para o futuro, consideramos mercados emergentes na Ásia, na América Latina e no Médio Oriente como estratégicos para o crescimento da Ferbar. Esses mercados apresentam um potencial crescente de consumo de produtos tradicionais e de qualidade, e estamos a preparar estratégias específicas para conquistar esses espaços.

