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Vendemos lá fora oito milhões em uvas de mesa

6 de Julho de 2013

A uva de mesa nacional regista um crescimento significativo no mercado externo na última década, duplicando o seu valor para oito milhões de euros, revela um estudo do Gabinete de Planeamento de Políticas da GlobalAgriMar.

A análise indica que as saídas “aumentaram muito significativamente a partir de 2009, atingindo os oito milhões de euros em 2011”, notando que a “orientação exportadora era de 4,8% em 2007 e passou para 39,3% passados apenas quatro anos”.

Segundo o estudo da GlobalAgriMar, uma plataforma que visa estimular a criação de competências para a internacionalização das empresas, “Espanha é o principal mercado de destino, com 70% (em 2010) da uva de mesa exportada (três milhões de euros) e 44% no ano seguinte. O Reino Unido (7%) e Angola (4%) foram os outros destinos mais importantes.herdade do vale da rosa uvas sem grainha

O mercado polaco merece uma referência especial, porque registou um aumento exponencial de 2010 para 2011, passando de 19 mil euros para mais de três milhões de euros.

Quanto à uva sem grainha, a exportação destina-se maioritariamente ao grande apreciador que é o mercado inglês, como atesta a Herdade do Vale da Rosa, em Ferreira do Alentejo. O maior produtor nacional de uva de mesa cultiva com vinhas cobertas, no sistema Pérgola, em 170 hectares que produzem por ano 4500 toneladas de cachos. Nos últimos anos, a grande aposta passou por variedades sem grainha.

Um quarto da produção da Herdade Vale da Rosa destina-se a países como Espanha, França, Bélgica e Alemanha, mas a grande quota dos parceiros externos está em Inglaterra.

O cultivo de uva de mesa ocupa em Portugal uma área de seis mil hectares, que produzem 50 mil toneladas de cachos por ano, segundo o Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-Alimentares.herdade do vale da rosa uvas de mesa

As regiões do Algarve e do Ribatejo concentram 85% da área e 90 % da produção total de uva de mesa do continente, que tem grande aceitação em mercados como Espanha, Itália, França, Bélgica, Alemanha e Rússia.

A Europa lidera a produção mundial, com uma quota de 50%, destacando-se a Itália, França e a Espanha como os maiores produtores. A Ásia contribui com 25% da produção – a China e a Turquia são os principais produtores. A América contribui com 20% na produção mundial, apresentando os EUA e a Argentina como os maiores produtores.

 

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