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Tamarilho pode ser o novo mirtilo no mercado externo

2 de Agosto de 2013

O tamarilho pode transformar-se em breve no novo mirtilo, em termos de produção, consumo e exportações, segundo o coordenador de um estudo assente no trabalho de uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), que através de técnicas de clonagem conseguiu melhorar plantas do primeiro fruto, também conhecido por tomate inglês.

A equipa de investigadores da UC obteve um conjunto de plantas seleccionadas “altamente promissoras” para afirmar a produção e o consumo deste fruto exótico no nosso País.

Jorge Canhoto e Sandra Correia

Jorge Canhoto e Sandra Correia

Os resultados da investigação, desenvolvida no Centro de Ecologia Funcional, “têm um grande potencial de aplicação” na gastronomia e na indústria.

“Há 10 anos o mirtilo também não era conhecido em Portugal e agora, não só é muito consumido, como também é bastante significativa a sua exportação. Temos plantas, os genótipos de excelência e a tecnologia para transferir para a indústria. Estamos perante um nicho económico a explorar”, afirma Jorge Canhoto, coordenador do estudo.

Por outro lado, concluem os investigadores, “é sabido que a gastronomia gourmet aposta em produtos novos e o tamarilho, devido à sua característica agridoce, pode fazer diferença no cardápio. É um fruto excelente para inovar e surpreender nos doces, sumos, compotas e pratos gastronómicos”.

Com um ensaio piloto em curso no Jardim Botânico, a equipa tenciona agora micro propagar plantas em larga escala no âmbito da UC InProplant, uma associação estabelecida entre a Universidade de Coimbra e a empresa InProplant, que tem como principais áreas de actuação os sectores agro-frutícola e florestal.

A grande mais-valia da técnica utilizada pelos investigadores para ter plantas seleccionadas é “manter as características originais com interesse e garantir uma produção rápida e resistente, por exemplo, a pragas e intempéries, o que no caso do tamarilho assume grande importância, já que é uma fruteira muito sensível às geadas. Os métodos convencionais de propagação por semente não permitem manter a qualidade da planta mãe», explica a bióloga Sandra Correia, que desenvolveu a sua tese de doutoramento no âmbito desta pesquisa.

 

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