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Telhas portuguesas cobrem edifícios com história mundial

1 de Janeiro de 2014

Ao longo de 54 anos a Umbelino Monteiro passou por momentos marcantes de transformação tecnológica: em 1959, o fabrico de telhas era uma actividade com mão-de-obra intensiva, hoje possui um elevado grau de sofisticação, com avultados investimentos em tecnologia e linhas de produção automáticas.

Neste momento, os principais mercados externos, que absorveram no ano passado (2012) na totalidade 25% das vendas, são Angola, Líbano e Cabo Verde. “A Umbelino já tinha uma componente exportadora significativa, que foi reforçada para fazer face à redução de volumes no mercado nacional”, explica Teresa Monteiro, directora-geral da Umbelino Monteiro.

A identificação de novas oportunidades, aliada à inovação, permitiu à empresa uma diferenciação, nomeadamente quando no início dos anos 1980 apostou no segmento da reabilitação de coberturas. Estava tudo por fazer nesta área que pretendia liderar.

Teresa Monteiro_Umbelino Monteiro

Teresa Monteiro, directora-geral da Umbelino Monteiro.

À época, a reabilitação era centrada no património histórico edificado, mas quando a marca de Pombal decidiu contribuir para a reabilitação do património, começou pelo desenvolvimento de novos produtos. Foi pioneira na industrialização da telha de canudo – também conhecida por antiga portuguesa – aplicada ou original nos telhados dos edifícios históricos.

Ao lançar a telha de canudo, introduzindo-lhe depois diferentes tonalidades, acabamentos, acessórios de cobertura e soluções construtivas, a Umbelino Monteiro “deu um contributo para a preservação dos edifícios, respeitando a forma e a tonalidade das coberturas originais, assegurando a funcionalidade e durabilidade”.

“No mercado nacional trabalhamos essencialmente para a reabilitação e renovação. As nossas telhas estão presentes nos mais notáveis monumentos nacionais, nomeadamente os mosteiros dos Jerónimos, Alcobaça, Arouca, Tibães, passando pelos palácios da Pena e do Freixo”, destaca Teresa Monteiro.

“A redução da procura em virtude da crise é um desafio e estamos confiantes na diferenciação dos nossos produtos. Sabemos que quando são colocados mesmo nas condições mais adversas, como em zonas frias ou próximas do mar, revelam a sua qualidade e acrescentam valor ao edifício”, conclui.

Questões ambientais no centro dos cuidados

“Na Umbelino Monteiro estamos seriamente comprometidos com a promoção de uma cultura com preocupação ambiental junto de todos os ‘stakeholders’. A Sustentabilidade faz parte da missão da empresa e é uma prioridade estratégica presente em todas as decisões de gestão, como sejam os investimentos, os novos produtos e os programas de melhoria contínua e os projetos de Investigação e Desenvolvimento.

Convento de Cristo (1)

Convento de Cristo, em Tomar

O sistema de gestão ambiental certificado, as boas práticas adotadas pela empresa, os investimentos realizados com vista à redução do impacto ambiental da actividade produtiva, o desenvolvimento de sistemas construtivos que contribuem para a sustentabilidade dos edifícios e a preocupação social, valeram à Umbelino Monteiro várias distinções nesta área, das quais destacaria o “Selo de Entidade Sustentável” atribuído em 2013 pelo CentroHabitat – Plataforma para a Construção Sustentável, entidade gestora do Cluster Habitat Sustentável em Portugal.

E continuamos a preparar o futuro, envolvidos em projectos de investigação e desenvolvimento.” - Teresa Monteiro, directora-geral da Umbelino Monteiro.

Umbelino Monteiro

Sede: Meirinhas, Pombal

Sector de actividade: indústria cerâmica, telhas e acessórios para telhados

Início da actividade: 1959

Número de trabalhadores: 120

Volume de negócios estimado 2013: 12 milhões de euros

Volume de negócios na exportação 2013: três milhões de euros

 

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