Veja Portugal

Hotel Lis - Baixa

Stihl: “Temos 90 funcionários portugueses que ajudam ao sucesso da empresa”

11 de Março de 2013

Nikolas Stihl, de 54 anos, é o presidente e neto do fundador do grupo alemão Stihl,  líder mundial na produção de ferramentas motorizadas. Esteve em Portugal para participar na convenção anual da marca, à margem da 15ª Expojardim, que terminou este domingo no Centro de Exposições da Batalha, e falou em exclusivo à revista Veja Portugal.

A Stihl tem 12 mil funcionários no Mundo. Quantos são portugueses ou luso-descendentes? A empresa está satisfeita com o seu desempenho?

No Mundo julgo que temos cerca de 90 funcionários portugueses ou de descendência portuguesa, especialmente na nossa fábrica no Brasil. Esta unidade tem muito sucesso, na produção de boas máquinas, mas também na criação de novas ideias, na área do conhecimento. Tem crescido ao longo dos anos com um grande esforço. Estamos muito orgulhosos da nossa presença no Brasil.

Nikolas Stihl

Nikolas Stihl elogia trabalho dos portugueses (Fotos: Ricardo Graça)

Como é que a empresa tem enfrentado a crise? Que efeitos tem tido na estratégia do grupo, nomeadamente ao nível do emprego e do volume de negócios?

Até agora não temos tido muitos problemas com a crise Europeia. No ano passado, a nossa empresa conseguiu crescer 6%, para 2,6 mil milhões de euros. E, claro que, por isso, aumentámos o número de colaboradores. Em todo o mundo, empregamos 12 mil. Na Europa aumentamos o número de funcionários. É difícil de saber ao certo quantos são ao todo, mas julgo que o total será de 1000 pessoas. Até ver, o actual ambiente económico não tem sido prejudicial para nós.

Quais são os novos mercados que procura? Neste momento quais são os mais importantes?

Já estamos a crescer em 60 países, por isso não resta muito mais. Procuramos investir mais em mercados emergentes. Nos últimos anos, já conseguimos crescer em mercados como a Rússia, África e América do Sul.

A Stihl factura 11 milhões de euros por ano e é líder em Portugal. Que evolução espera para os próximos anos?

Antes de mais, sim, esperamos crescer muito em Portugal.  O ano passado conseguimos crescer bastante e aumentar a facturação. Continuamos a investir no mercado Português, em primeiro lugar, na nossa marca, mas também no nosso sector em geral. Por isso, continuamos a apoiar os nossos revendedores e a formá-los também nas áreas económicas. Isto tem-nos permitido obter melhores resultados.

jose frazao nikolas stihl

Jose Frazão, director-geral da Exposalão (esq.) e Nikolas Stihl

Como encara a forma como o Governo alemão tem liderado a gestão da crise europeia, assente nos cortes da despesa e défice?

Nestes últimos anos temos assistido a uma má política nalguns estados. Gastámos nos sítios errados. É extremamente necessário parar de gastar mal o dinheiro e começar a investir nas áreas onde realmente criamos mais valor. Agora temos de conduzir os negócios para o crescimento.

Para se poder criar emprego?

O dinheiro deve ser investido nas empresas para fortalecer as capacidades dos países na economia mundial. Isso é o que tem de ser feito, porque só os empregos criados dessa forma são sustentáveis.

 

 

Comentários

comentários

Login para a tua conta

Não te recordas da tuaPassword ?

Registar neste site!