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Rota Vicentina: trilhos da história e dos pescadores

27 de Agosto de 2013

A cada passo há uma descoberta. Seja no alerta dos sentidos, que das falésias ventosas olham o azul infindável, seja no recanto de cada aldeia ou nas palavras trocadas com as gentes de trabalho. A riqueza e a diversidade paisagística e de habitats fazem do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina uma das mais belas e bem conservadas faixas costeiras da Europa.

Uma das melhores formas de aproveitar estas potencialidades é percorrer a Rota Vicentina a pé ou de bicicleta. Este percurso, que pretende ser ambiental, cultural e economicamente sustentável, tem 340 quilómetros, entre o Cabo de São Vicente e Santiago do Cacém, e resulta da selecção e sinalização de trilhos e caminhos existentes.

A Rota Vicentina – constituída pelo Caminho Histórico e pelo Trilho dos Pescadores – representa um investimento de 540 mil euros e envolve as associações Casas Brancas e Almargem, municípios, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, turismos do Alentejo e Algarve, Polis Litoral Sudoeste e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.costa vicentina

O projecto é constituído por dois percursos, um entre o Cabo de São Vicente e Santiago do Cacém (Caminho Histórico), com uma extensão de 241 quilómetros, e outro (Trilho dos Pescadores), cuja parte mais extensa liga Odeceixe a Porto Covo. O primeiro pode fazer-se de bicicleta, enquanto o segundo é exclusivamente pedestre e exige cuidados redobrados ao nível da segurança.

A oferta de alojamento assenta, sobretudo, em casas de turismo rural, de dimensão e acolhimento familiar, pequenos hotéis, pensões e parques de campismo. A oferta de actividades relacionadas com a natureza é muita. A observação e interpretação da natureza, passeios a cavalo, com burros de carga ou de bicicleta, surf, canoagem, mergulho, pesca ou passeios de barco, são algumas das actividades disponíveis.

A rota está traçada em 100 dos 110 quilómetros do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que se estende por uma faixa estreita do litoral entre S. Torpes e Burgau, numa área total de 131 mil hectares.

Rota com dois caminhos

Caminho Histórico. São 13 etapas assinaladas que ligam as principais vilas e aldeias num itinerário rural secular. É constituído maioritariamente por caminhos rurais e pode também ser percorrido em bicicleta. Estende-se por troços de montado, serra, vales, rios e ribeiras. Tem 241 quilómetros. Está em curso a homologação internacional para que possa ser integrado na grande rota de percursos pedestres, neste caso ligando Sagres a São Petersburgo, na Rússia

Trilho dos Pescadores. Em quatro etapas (e cinco percursos complementares), caminha-se junto ao mar, seguindo os acessos às praias e pesqueiros. Faz-se apenas a pé e segue pelas falésias. É mais exigente do ponto de vista físico, em contacto permanente com o vento do mar, a rudeza da paisagem costeira e a presença de uma natureza selvagem e persistente. Tem 115 quilómetros.

 

 

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