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Portugueses procuram negócios em novos mercados e cada vez mais longe

25 de Setembro de 2013

As dificuldades económicas nos países maiores importadores de produtos e serviços portugueses estão a obrigar as nossas empresas a procurar novas oportunidades de negócio, sobretudo fora da Europa. Os mercados de Moçambique e Peru são dois exemplos apresentados em conferências que envolveram, entre outros especialistas, representantes da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP).

Fernando Carvalho, delegado da AICEP em Maputo, alertou, durante uma conferência na Associação Empresarial da Região de Leiria, para o “mito” que é pensar que o mercado moçambicano é fácil. “As pessoas iludem-se por estar a crescer a taxas de 6 a 8% nos últimos 15 anos e as perspectivas para os próximos cinco anos serem que a média se mantenha. O que não se pode escamotear é a pequena dimensão do mercado”.

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Uma das conferências (na foto) aconteceu na Batalha e outra nas instalações da NERLEI em Leiria

Por outro lado, “é preciso estar com tempo, ter paciência, persistência, capacidade de resistir às adversidades do mercado. Não é um país onde se chegue e se ganhe, é preciso fazer uma aposta de médio e longo prazo”, referiu Fernando Carvalho.

Em Moçambique as oportunidades, para além da ausência de oferta, surgem investindo também na melhoria da qualidade. Um dos principais constrangimentos é a falta de qualificação da mão-de-obra.

As novas geografias económicas levaram Vital Morgado, administrador executivo da AICEP a fazer uma observação curiosa, durante uma conferência sobre o Peru, organizada na Batalha pelo jornal Região de Leiria: “Às vezes entre colegas dizemos dizemos que Portugal está no código postal errado, porque vivemos uma situação muito difícil, em termos da zona Euro, mas há zonas do Mundo com um crescimento muito dinâmico”.

Uma dessas regiões é a América Latina. “O peso dos nossos negócios ainda é pouco significativo, mas com o crescimento na região temos de fazer um esforço para conhecer melhor esses países e os empresários e criar oportunidades de negócio para as nossas empresas”, disse Vital Morgado.

A AICEP, considerando que “há bastantes oportunidades por explorar”, está a organizar, ou organizou já, missões empresariais ao México, Brasil, a Venezuela (um caso específico onde há bastantes empresas portuguesas) e ao Chile.

O objectivo deste “grande esforço” é dar a conhecer mercados latino-americanos, nomeadamente o do Peru, onde a economia crescerá a uma média de 6% até 2018, acima do registo previsto para a América Latina.

Oportunidades de negócio

vital morgado

Vital Morgado, da AICEP

Na sua intervenção na Batalha, Vital Morgado destacou o facto de a AICEP ter, neste momento, escritórios em 48 cidades, de 43 países, mais de 90% instalados nas nossas embaixadas.

O objectivo é que até ao final do primeiro semestre deste ano se atinja os 100%, para que “em conjunto com os embaixadores e as suas equipas diplomáticas se possa fazer um trabalho ainda mais eficiente”.

A AICEP divulga mais de cinco mil oportunidades de negócio por ano, e colabora com as empresas, nomeadamente as PME, para que possam “fazer o seu trabalho de casa e assim ter mais possibilidades de êxito no estrangeiro”.

Nos últimos cinco anos, aprovou 1200 projectos a nível individual e 150 de associações empresariais.

 

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