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Orivárzea: o arroz das casas onde há crianças

6 de Março de 2013

// A Orivárzea − Orizicultores do Ribatejo é o maior produtor de arroz de Portugal, com 32 mil toneladas anuais, cultivado numa área de 5.300 hectares. É detida por 50 accionistas, todos produtores e tem um volume de negócios de 15 milhões de euros.

A história da empresa começou em 1997, quando 10 dos mais importantes orizicultores da lezíria ribatejana decidiram juntar-se para produzir e comercializar “um arroz de excelência a um preço justo”. “No mercado em que estamos a comercializar, as restantes empresas são industriais, ou seja, compram o arroz aos produtores, embalam e vendem com as suas marcas. Nós temos todo o processo. Produzimos em grande maioria arroz carolino − somos o maior produtor português −, mas também temos o agulha e o aromático”, explica Filipe Ventura, delegado comercial. A Orivárzea − Orizicultores do Ribatejo é o maior produtor de arroz de Portugal

A grande prioridade da Orivárzea é produzir arroz 100% nacional, que não prejudique o ambiente e garanta segurança alimentar aos consumidores. Neste momento tem quatro marcas: Bom Sucesso (carolino, agulha, integral e aromático), Belmonte (carolino e agulha), IGP (carolino de Indicação Geográfica Protegida) e o Baby Rice (produzido segundo as regras alimentares para crianças). O Baby Rice, destinado a maiores de seis meses de idade, é neste momento a estrela da companhia, com o grande papel que a baby food tem em novos mercados.

A produção está concentrada na única zona portuguesa de Indicação Geográfica Protegida de Arroz-Lezíria Ribatejana, conferindo ao produto uniformidade em termos de cozedura e sabor. A empresa garante que não adiciona químicos, quer na produção quer no embalamento do cereal, que prejudiquem a saúde e o ambiente.

A Orivárzea produz três tipos de arroz: o carolino, que serve para refeições muito elaboradas, com muitos condimentos, pois consegue absorvê-los tornando a refeição mais apetitosa; o agulha, que deve ser usado para acompanhamentos como arroz branco, e o aromático, que também serve para acompanhamentos, como arroz branco, mas dá à refeição um aroma diferente devido às suas características.

Apesar de estar presente nos mercados da Bélgica, Suíça, Polónia, Brasil, Angola e Macau, “trabalha essencialmente para o mercado português”, embora esteja a abrir portas no exterior, diz Filipe Ventura. O consumo de arroz está estabilizado, mas a empresa tem conquistado mercado às suas congéneres (não incluindo os grandes distribuidores de marcas brancas), pelo que o espaço nacional continua atractivo.A Orivárzea − Orizicultores do Ribatejo é o maior produtor de arroz de Portugal

Em 2012 o volume de negócios terá chegado aos 20 milhões de euros. A Orivárzea, que conta com 32 colaboradores e exporta 5% da produção, foi a primeira unidade portuguesa do sector com HACCP certificado e a primeira na Europa com Certificação do Produto. É, por outro lado, a criadora do primeiro arroz do mundo direccionado para a alimentação infantil e encontra-se também entre as pioneiras no uso de embalagens com atmosfera controlada.

Neste momento, as marcas da Orivárzea consomem apenas a cinco mil toneladas da produção própria deste cereal. Uma grande parte do restante é vendida para a alimentação infantil (para marcas como a Nestlé ou a Milupa).

Segundo a Associação Portuguesa dos Orizicultores, em 2011 foram cultivados 27 mil hectares de área orizícola, produzindo 155 mil toneladas de arroz, das quais 140 mil foram de carolino e 15 mil de agulha. A produção representou 52 milhões de euros e o nosso país é o maior consumidor da Europa (14 quilos anuais per capita), mas importa o equivalente a metade das suas necessidades.•

 

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