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O renascimento das conservas com 60% da produção para exportações

23 de Fevereiro de 2013

//Até há bem pouco tempo consideradas marginais nos restaurantes e nas cozinhas dos principais chefes, as conservas estão a reconquistar o lugar que merecem na alimentação dos portugueses, ao mesmo tempo que consolidam mercados nos quatro cantos do mundo, pela sua relação preço/ qualidade e variedade. Na verdade, os enlatados são uma forma prática de juntar vitaminas e minerais à dieta alimentar. A sardinha em conserva, por exemplo, contém até 10 vezes mais cálcio do que o produto fresco ou congelado.

Revista Veja Portugal - O renascimento das conservas 60% para exportação

A maior parte da produção (60%) destina-se à exportação, para países como França, Itália, Suécia, Inglaterra, EUA, Brasil, Canadá, Israel e Japão. O volume de negócios do sector ascende a 250 milhões de euros. Em Portugal há 21 indústrias, que fabricam 55 mil toneladas, a maior parte de sardinha, atum e cavala. A primeira é usada quase em exclusivo na laboração de 12 fábricas do continente e a indústria absorve por ano entre 30 e 35 mil toneladas (50% das capturas da frota de cerco) de sardinha.

Revista Veja Portugal - O renascimento das conservas 60% para exportaçãoO atum ainda ostenta o título de rei das conservas, seguido da sardinha, mas começam a surgir novos produtos, como o peixe-espada preto de Sesimbra, comercializado desde há dois anos. Enguia, carapau, truta, ovas, berbigão, caramujos, lapas, lulas, mexilhão e polvo são vários dos peixes e moluscos que há em conserva. E alguns deles já vão à mesa nas criações dos chefes de cozinha mais conhecidos, enquanto as marcas apostam agora numa aliança que cruza o gourmete o design.

Ou seja, as conservas estão de volta, mantendo o seu carácter popular, mas com um toque mais refinado; sustentando um renas-cimento que pode suportar uma refeição caseira, um petisco de fim de dia numa taberna ou uma criação de alta culinária. E tudo isto, destaca a indústria, “com um produto natural e saudável, sem corantes, nem conservantes, rico em ómega 3, versátil na sua utilização, conveniente, pronto e de fácil utilização”. A primeira fábrica, dedicada ao atum, surgiu há mais de 150 anos em Vila Real de Santo António. Em 1938 havia em Portugal 152 unidades, que produziam 34 mil toneladas de conservas de peixe.

Regresso às tabernas e casas de petiscos

// As conservas voltaram a encontrar um lugar de destaque nas tabernas (novas e antigas), bares, mercearias ou casas de petiscos que têm aberto em todo o País. Em Lisboa, quem passa pelo Cais do Sodré não pode deixar de entrar na loja e bar Sol e Pesca, aberta no Verão de 2009. A estrutura do edifício à antiga, que esteve fechado 20 anos, com o Tejo a dois passos, permite aos convivas um ambiente tradicional, mas também suficientemente contemporâneo.

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Mais nova, com apenas sete meses de vida, a mercearia Abre-Latas (nas fotos), no coração de Leiria, assume também cada vez mais a sua condição de bar. Os clientes procuram (e encontram) as melhores iguarias e conservas portuguesas de excelente qualidade, acompanhadas de um bom copo de vinho.


Estes são apenas dois exemplos entre centenas existentes no País (basta procurar na Internet por “onde petiscar conservas” para perceber a importância destas casas), onde as conservas de atum, bacalhau, sardinhas, petinga, truta e cavala, entre muitas outras, se aliam, por exemplo, aos queijos e enchidos.

 

 

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