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1º Congresso Nacional do Mirtilo em Sever do Vouga

17 de Março de 2013

O 1º Congresso Nacional do Mirtilo e a introdução de expositores técnicos são duas das novidades VI Feira do Mirtilo, que vai decorrer Sever do Vouga, anunciou  José Manuel Silva, da Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga (AGIM), que organiza a iniciativa em conjunto com a câmara municipal.

O evento, “já uma referência nacional”, realiza-se no Parque Urbano da Vila, considerada a Capital do Mirtilo, onde são esperadas milhares de pessoas de 27 a 30 de Junho. “Irá apresentar algumas novidades, sendo a mais importante a realização do 1º Congresso Nacional do Mirtilo, nos dias 28 e 29 (sexta-feira e sábado), que irá trazer a Sever do Vouga especialistas nacionais e internacionais para debater um conjunto de aspectos técnicos relacionados com esta cultura”, explicou à Veja Portugal José Manuel Silva.

Outra novidade “é a introdução de expositores técnicos no recinto do evento. Trata-se de um espaço dedicado a todos quantos estejam directamente ligados à produção e comercialização de mirtilo, onde poderão ficar a par das mais recentes novidades acerca deste fruto”, adiantou.

Os visitantes terão ainda a possibilidade de colher a baga em pomares do concelho, podendo, no final, adquirir o fruto que apanharam. Um concurso gastronómico faz também parte do programa. “Trata-se de uma iniciativa destinada aos expositores que poderão apresentar um produto gastronómico da sua autoria que inclua obrigatoriamente o mirtilo como um dos ingredientes”, concretiza José Manuel Silva.

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Mirtilo é um pequeno fruto cuja produção não pára de crescer

A produção de mirtilo poderá atingir as quatro mil toneladas anuais dentro de cinco anos, a maioria destinadas à exportação, uma vez que se assiste neste momento a um grande aumento do número de plantações. Esta é uma das conclusões do encontro “Mirtilo-uma janela de oportunidades”, que decorreu no Instituto Politécnico de Viseu e contou com a presença de 400 pessoas.

O ano passado foi o que registou “o maior número de aprovações de projectos pelo Programa de Desenvolvimento Rural (Proder)”, significando que “a maioria das implantações” aconteceram em 2012 e prolongam-se pelo corrente ano.

Neste contexto, “o grande salto das produções ocorrerá dentro de cinco anos, podendo nessa altura o potencial de produção ficar situado entre as três e as quatro mil toneladas”, concluiram os participantes na iniciativa, organizada, entre outras entidades, pela Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga (AGIM) e pela empresa Espaço Visual.

No final deste ano espera-se que Portugal tenha em cultura mil hectares de mirtilos. A maior parte da produção é exportada para países da União Europeia como Holanda, Bélgica e França.

As regiões mais conhecidas pela produção deste fruto são, neste momento, Sever do Vouga e Idanha-a-Nova. Mas nos últimos anos tem vindo a conquistar todo o País, como o Norte e Alentejo.

Em Sever do Vouga, a produção anual vai aumentar bastante. Já ultrapassou as 112 toneladas e deverá atingir as 419 toneladas em 2014, segundo a AGIM.

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Mirtilos e vista da Feira do Mirtilo em Sever do Vouga (Foto: www.feiradomirtilo.pt e pt.gdefon.com)

O mirtilo é um fruto conhecido pela sua riqueza em vitaminas e como o “rei dos antioxidantes”. Um quilo pode custar ao consumidor final entre 25 e 30 euros, mas rende muito menos ao agricultor (regra geral entre três e cinco euros).

Nos primeiros cinco meses de 2012 Portugal importou 133,7 toneladas de mirtilo. No mesmo ano enviou para o estrangeiro 6,8 toneladas até Maio, contra as 0,3 toneladas exportadas em 2011.

A cultura dos pequenos frutos,  como o mirtilo, existe em Portugal há 20 anos, mas ganhou ultimamente uma grande dinâmica, devido à maior disponibilidade de mão-de-obra e entrada de jovens para a agricultura.

Segundo dados do Gabinete de Planeamento e Política do Ministério da Agricultura, esta fileira representa mais de 36 milhões de euros de exportações. Segundo especialistas do sector, nos próximos cinco anos deverá ultrapassar os 50 milhões e, dentro de 10 anos, aproximar-se dos 215 milhões de euros.

 

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