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Hotel Lis - Baixa

Mentalidade nórdica ajuda nas exportações

26 de Fevereiro de 2013

// É uma empresa de cunho marcadamente internacional, com uma “mentalidade de gestão” nórdica. O rigor na vida diária, pouco comum em Portugal, e a produtividade são muito características desta constelação. É assim que se define a Vidigal Wines, (ex-Caves Vidigal), constituída com 40% de capital norueguês, um accionista bi-nacional (português-dinamarquês) e uma taxa de exportação a rondar os 90%−já chegou a ser de 100%.

A empresa nasceu em 1967, noutros tempos, com outros donos e noutros moldes. Só na última dezena de anos fez importantes investimentos de ordem tecnológica, em toda a cadeia de produção e logística, que a tornaram moderna e flexível, capaz de se adaptar com rapidez à especificidade de diferentes mercados e clientes.

O Vidigal Reserva (Regional Lisboa) foi o vinho engarrafado mais vendido na Noruega durante 5 anos consecutivos. Foi uma das raras vezes em que um produto português (com a excepção da cortiça) en-cabeçou uma lista deste género. Em Angola é o Reserva dos Amigos Magnum que está entre os mais vendidos. Há ainda outros vinhos de sucesso, embora de menor visibilidade, nos quatro cantos do mundo.

Um dos sucessos mais recentes é o NBNC-No Branding No Cry. Este vinho, com uma imagem irreverente, fazia parte do catálogo há uns anos, mas só nos últimos meses se revelou um verdadeiro sucesso no mercado gerido pelo Estado da Suécia.

Para estes resultados contribuíram as parcerias estabelecidas entre a Vidigal Wines e viticultores portugueses, com “a sensibilidade de escutar e a motivação firme de seguir o ritmo e as expectativas” da empresa. Estas parcerias são diferentes entre si, respeitando cada região e cada produtor.

“Na Vidigal Wines acreditamos que uma relação franca e honesta com os clientes e os consumidores faz parte integrante do negócio e é a melhor maneira de o consolidar. Ainda temos, apesar mesmo da crise financeira, uma ideia romântica de honestidade, integridade, respeito e orgulho no que fazemos”, diz Ricardo Daniel Marques, assistente−executivo.

A produção e comercialização anual da Vidigal Wines ronda os três milhões de garrafas, de um portfólio de mais de 40 vinhos, de sete regiões: vinhos Verdes, Douro, Dão, Beiras, Lisboa, Tejo, Alentejo, espumantes e licorosos. Está presente em mais de 25 países.

Revista Veja Portugal - Mentalidade nórdica ajuda nas exportações

VANTAGENS COMPETITIVAS NOS MERCADOS EXTERNOS

// “À crise económica, acrescida das dificuldades de financiamento bancário, da confusão política, da incerteza que se instalou e da baixa do poder de compra, há que acrescentar a actual falta de vinho no mercado internacional e a consequente subida de preços que quase duplicaram em dois anos. Para empresas com stocks de vinho de qualidade e mercados já bem estabelecidos na exportação, o quadro total pode até, se bem aproveitado, vir a tornar-se uma vantagem competitiva; para empresas sem stocks, descapitalizadas e baseadas no mercado interno o nos PALOP a situação deteriorou-se consideravelmente.

Em qualquer dos casos é necessário passar a mensagem da inevitável e urgente subida de preços, depois de um período em que o vinho competia somente no preço a níveis pouco remuneradores. A grande distribuição tem aqui um papel importante na aceitação de subidas na ordem dos 5 a 10%. Um alerta: com a subida dos preços, redobrar a atenção e o controlo pois há muito que não compensava fazer vinho a martelo. Com os preços actuais vai ser tentador para muitos aventureiros!” António Mendes Lopes, director-geral.

 

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