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Licor quer ser o melhor ‘remédio’ das Comunidades

3 de Junho de 2014

O Licor Beirão tem uma história centenária. Começou por ser produzido e comercializado numa farmácia na Lousã. Hoje, passados quase cem anos sobre a produção do primeiro cálice, é uma referência nacional, em Portugal e no mundo. Vende milhões de garrafas por ano e emprega 50 funcionários na Quinta do Meiral.

O licor começou por ser um remédio peitoral para tomar aos cálices. Na década de 1940 as dificuldades trazidas pela 2ª Guerra Mundial obrigaram a família do farmacêutico a vender a fábrica. Quem a adquiriu foi um jovem que anos antes tinha trabalhado na empresa, José Carranca Redondo, que acabaria por transformar o projecto numa das marcas mais empreendedoras e inovadoras de Portugal.

Hoje, à frente da empresa está o filho do homem que lançou a marca, José Redondo, cujos filhos também já trabalham no negócio da família.

jose redondo socio gerente da empresa licor beirao situado na serra da lousa

José Redondo com os filhos

“Ter a coragem e a visão de apostar na marca e andar aos fins-de-semana com um balde de cola a afixar cartazes, foi de um visionário. Um homem com a quarta classe”, diz José Redondo, filho de fundador e actual administrador da empresa.

José Carranca Redondo é considerado o pai do conceito português de outdoor, que acabaria por marcar o grande ponto de viragem na história da empresa, tirando “O Licor de Portugal” do anonimato. No primeiro ano de divulgação as vendas duplicaram.

O interesse manifestado pelo licor por muitos dos milhões de portugueses que trabalham pelo mundo fora levou José Redondo e o seu filho Daniel (2ª e 3ª gerações) a delinearem uma estratégia de internacionalização denominada “Da Lousã para o Mundo”, para que a bebida possa acompanhar e estar presente nas comunidades de países onde trabalham portugueses, criando uma maior relação e proximidade com os emigrantes e luso-descendentes.

A J. Carranca Redondo prevê que no prazo de quatro anos 30 a 40% da facturação total tenha origem em mercados externos. Actualmente, o Licor Beirão é consumido em 80 países (exportado directamente para metade) e até nas Bahamas pode ser encontrado.

A marca é líder no mercado dos licores em Portugal, com uma notoriedade de 100%, sendo apontada em 39% dos casos como marca ‘top of mind’.

O Licor Beirão é fabricado à base de produtos naturais, a partir de uma fórmula secreta criada no século XIX. O segredo está ainda hoje guardado a sete chaves, na posse de José Redondo e o seu filho, Ricardo.

“O maior desafio é conquistar o consumidor estrangeiro”licor beirao interior

“A internacionalização do Licor Beirão deve-se aos muitos portugueses que trabalham por esse mundo fora e que, por motivos familiares, de trabalho ou férias, quando se deslocam a Portugal, levam sempre na viagem de regresso para os seus países de acolhimento, algumas garrafas desta bebida para oferecerem aos seus amigos, como recordação original de um produto marcadamente português.

Foram eles que, de uma maneira ou de outra, nos estimularam a levar este néctar que representa o melhor de Portugal mais além. E o resultado está à vista: actualmente exportamos cerca de 18% da nossa produção, mas só estamos com uma capacidade produtiva na casa dos 70% e já estamos a delinear uma nova linha de enchimento. Neste momento o maior desafio do Licor Beirão é conquistar o consumidor estrangeiro, fora do chamado “mercado da saudade”, fazendo de cada emigrante um embaixador da marca no seu país de acolhimento, através do convívio com as pessoas locais”. – José Redondo, administrador da J. Carranca Redondo

Licor Beirão

Sede: Lousã

Sector de actividade: bebidas/licores

Início da actividade: 1940

Número de trabalhadores: 50

Volume de negócios: + de 28 milhões de euros

Volume de negócios na exportação: 18%

 

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