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Indústrias chinesas alimentadas com pasta nacional

9 de Novembro de 2013

A papeleira portuguesa Altri vai investir 65 milhões de euros nos próximos três anos para fabricar – entre outros investimentos – uma pasta solúvel aplicável na produção de fibras têxteis e em indústrias como a electrónica, farmacêutica e a agro-alimentar, com destino a mercados como a China.

Os contratos com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal foram formalizados esta sexta-feira, em Constância, na presença do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e do ministro da Economia, António Pires de Lima, e visam “realizar investimentos de modernização e de reforço da eficiência operativa de unidades produtivas” da empresa dirigida por Paulo Fernandes.

“A maioria desse valor será alocada à conversão da unidade industrial Caima, de pasta papeleira para pasta solúvel (dissolving pulp)”, refere a Altri em comunicado, adiantando que “através deste investimento, esta fábrica passará a produzir um produto de maior valor acrescentado, diversificando a sua carteira de clientes, por via de um aumento da exposição aos mercados asiáticos, em particular o chinês”.Celbi2

A Altri investiu mil milhões de euros nos últimos seis anos e, a partir da Caima, foi construída “uma das mais eficientes e respeitadas empresas a laborar na fileira da pasta de papel”, considera o presidente da empresa.

Mais de 95% da sua produção global destina-se ao mercado externo e a pasta solúvel, que suporta diversas aplicações na indústria, disponível a partir de 2015, será exportada para a China e Tawain. A unidade terá capacidade para produzir 105 mil toneladas ano.

Na Caima, em Constância, que este ano comemora 125 anos, serão investidos 35 milhões de euros nos próximos três anos, que a transformarão na única fábrica em Portugal, e uma das poucas na Europa, a produzir pasta solúvel.

A verba restante será investida na Celbi, na Figueira da Foz, em modernização tecnológica, que permitirá a utilização mais eficiente da matéria-prima e o aumento da competitividade dos seus produtos nos mercados internacionais. Um dos objectivos é aumentar a produção para as 750 mil toneladas de pasta de papel.

 

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