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Hortícolas do alentejo consumidos em toda a Europa

26 de Outubro de 2013

O britânico Peter Knight chegou a Vila Nova de Milfontes em 1983, com apenas 22 anos, para testar durante um ano a produção de alfaces de Inverno para os supermercados Marks & Spencer. Os bons resultados levaram o jovem licenciado em biologia, agronomia e economia a investir numa empresa agrícola, a Iberian Salads, antecessora da Campsol, que exporta 80% da produção.

Quando Peter Knight, hoje com 52 anos, vendeu a primeira empresa à Vitacress e regressou ao seu país de origem, sabia que seria por pouco tempo. Na verdade, voltou pouco depois e, em 1992, aliado a Peter Warning, outro britânico com interesses na área agrícola, comprou a Herdade dos Nascedios, onde instalou a Camposol.

camposolA produção começou pela batata, beterraba e cenoura. Mas a aquisição de novas propriedades e a diversificação dos produtos, como por exemplo a produção de relva, foi aumentando, chegando aos actuais 625 hectares.

A relva foi, aliás, a cultura que deu notoriedade à empresa, através da Camposol 2; quando em 2005 instalou o relvado do estádio do Real Madrid. Seguiram-se os do Benfica, Sporting, Sevilha e Mónaco.

O microclima excelente para a horticultura, as terras arenosas com abundância de água e a mão-de-obra barata são três das razões que justificam a instalação da Camposol no Sudoeste Alentejano.

A Camposol dedica 180 hectares à produção de relva e os restantes ao cultivo de cenoura, nabo, espinafre, rabanete, beterraba de mesa e abóbora, que representam 70% do volume de vendas.

As exportações destinam-se à Europa, incluindo a de Leste. O mercado nacional representa apenas 20% dos negócios.

Peter Knight _ Camposol

Peter Knight, administrador da Camposol

“Podemos produzir a maioria das culturas todo o ano”

“Dizem que numa crise as pessoas dividem-se em duas categorias – aqueles que choram e aqueles que vendem os lenços de papel. Nós temos de nos assegurar que estamos na segunda categoria!

Temos boas razões para sermos positivos com o futuro e ver o copo meio cheio e não meio vazio – estamos na posição privilegiada de podermos escolher o que cultivamos. Com os nossos invernos moderados, verões temperados e abundância de água, podemos produzir a maioria das culturas todo o ano.

A chave para a sobrevivência e prosperidade da Camposol e de toda a produção de plantas naturais será a criteriosa selecção destas culturas em termos da sua importância para o mercado e em produzi-los de uma maneira mais eficiente.

Eu vejo as relações empresariais em constante mudança, até certo ponto para todas as empresas envolvidas na cadeia de abastecimento, haverá necessidade de existir muito mais cooperação entre os fornecedores, seja a nível de sementes, água, fertilizantes ou transporte e do outro lado com nossos clientes. Se queremos todos sobreviver é necessário criar “parcerias”, a fim de todos nós maximizarmos a eficiência.

Enquanto indústria hortícola devemos trabalhar juntos de forma a assegurar o bom senso no que diz respeito ao assunto do IVA, e neste momento todas as empresas terão de utilizar uma única regra para que possam sobreviver – passar a existir boas cobranças!” – Peter Knight, administrador da Camposol.

Camposol

Sede : Vila Nova de Milfontes

Sector de actividade: Agricultura

Data de fundação: 10/06/1992

Número de trabalhadores: 70 fixos

Volume de negócios: 7 milhões de euros

Volume de negócios  na exportação: 5,3 milhões de euros

 

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