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Ginjinha quer novos mercados sem sacrificar a qualidade

19 de Fevereiro de 2013

// A Oppidum foi fundada 1987 por Dário Pimpão, na sequência de uma tradição familiar ligada à comercialização de ginja para licoristas. Localizada em Sobral da Lagoa, Óbidos, continua agora a produção do mundial-mente famoso licor de Ginja sob orientação de Marta Pimpão, de 28 anos, filha de Dário Pimpão, que segue os passos do avô e do pai, e assume a responsabilidade de dar continuidade ao negócio da família.

// Que impacto tem a exportação na vossa empresa?
Marta Pimpão− Somos uma micro-empresa familiar com apenas quatro pessoas (duas delas a tempo parcial) e produzimos 80 mil garrafas por ano. Actualmente a exportação é residual; temos clientes na Alemanha e em Espanha. Face à actual conjuntura portuguesa procuramos novos mercados, tanto ao nível europeu como fora da Europa. Estamos neste momento em negociações na Ásia e no Canadá.

Para isso terão de aumentar a produção.
Salvaguardamos sempre o facto de termos uma produção que, apesar de poder crescer devido aos nossos stocksacumulados, não será em larga escala, pois não abdicamos da qualidade que depende necessariamente do fruto. Apesar da produção ter vindo a aumentar nos últimos anos (tem-se tornado uma cultura com bastante retorno para os agricultores), estamos ainda muito longe de quantidades que permitam fazer o que fazemos hoje numa produção em massa.

Veja Portugal - Ginginha quer novos mercados sem sacrificar a qualidade

Portanto, a qualidade nunca será sacrificada?
Há 25 anos que Dário Pimpão produz ginja de Óbidos, sendo o mais antigo produtor no activo. A marca que comercializa distingue-se pela qualidade. Entendemos por qualidade o facto de fazermos um licor 100% natural, ginjinha qUer novos mercados sem sacrificar a qualidade // A Oppidum foi fundada 1987 por Dário Pimpão, na sequência de uma tradição familiar ligada à comercia-lização de ginja para licoristas. Localizada em Sobral da Lagoa, Óbidos, continua agora a produção do mundial-mente famoso licor de Ginja sob orientação de Marta Pimpão, de 28 anos, filha de Dário Pimpão, que segue os passos do avô e do pai, e assume a responsabilidade de dar continuidade ao negócio da família. totalmente saturado em fruto, sem adição de qualquer corante ou essência. Os ingredientes são apenas ginja, açúcar, álcool, água, uma boa dose de experiência e um grande gosto pelo que se faz.

Mas não é uma empresa parada no tempo?
Procuramos sempre inovar, seja com embalagens diferentes, seja em produtos à base de ginja. Criámos e patenteámos a ginja com chocolate – um licor à base de Ginja de Óbidos Oppidum, ao qual é adicionado o melhor chocolate e cacau, resultando numa experiência que desperta o palato para a simbiose perfeita entre ginja e chocolate. No Natal de 2011 voltámos a juntar a ginja ao chocolate e criámos bombons recheados com licor de ginja, com a particularidade de estar líquido – uma pequena ampola de ginja e chocolate negro que tem feito um verdadeiro sucesso. Por outro lado, investimos na certificação ISO 9001, que veio trazer outro nível de organização interno, além de ser um cartão-de-visita para o exterior.

E esse trabalho acaba por ser premiado…
Arrecadámos em Julho passado uma medalha de bronze no concurso inglês International Wine & Spirits Competition, que foi mais um reconhecimento do trabalho que te-mos desenvolvido. Participaram produtores de mais de 80 países, levando o que melhor se faz ao nível mundial na área dos vinhos e bebidas espirituosas.

Como estão a enfrentar a crise actual?
A crise obriga-nos todos os dias a uma corri-da e a repensar estratégias. Já lá vai o tempo em que se dormia descansado, certo de que o dia de amanhã, muito provavelmente, seria como o de hoje. Neste momento o nosso maior desafio é manter o ritmo de crescimento sustentável que temos tido desde sempre, numa política de navegação à vista.

Que novos mercados procuram?
Dado que o mercado interno está praticamente estagnado, procuramos novos parceiros no exterior que nos permitam continuar caminho. O mercado da saudade é importantíssimo, pois qualquer português, esteja onde estiver, sabe o que é licor de ginja e sente afinidade com o produto. Mas sabemos também que a aceitação entre estrangeiros é quase unânime.

O volume de vendas tem sido afectado?
Os consumidores têm correspondido ao nosso esforço de qualidade. As vendas têm vindo a subir todos os anos, mesmo na actual conjuntura. Notamos uma ligeira quebra no aumento, não está a ser exponencial, está numa curvazinha menos acentuada.

 

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