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Fornos de Portugal para todo o Mundo

17 de Abril de 2013

A probabilidade de um pastel de nata, um pão, ou mesmo um leitão, preparados em Portugal terem passado por um forno construído pela Ramalhos é enorme.

A empresa, com sede em Águeda, domina 90% do mercado nacional e a sua aposta na internacionalização e exportação é um sucesso, quase passando ao lado da actual crise económica. Apesar da quebra de 6% na facturação registada em 2011, sobretudo devido à diminuição da procura no mercado angolano, o crescimento das exportações terá levado os resultados económicos a regressar no ano passado aos melhores níveis de 2010.

A Ramalhos nasceu em 1967, e de uma pequena unidade produtora de fornos de alvenaria de cariz meramente familiar, converteu- se no actual grupo ARA-SGPS, SA, que detém as empresas Exporlux, Soneres, Bluespan e SAB. Em quatro décadas e meia transformou-se num dos principais construtores mundiais de fornos para padaria, pastelaria e hotelaria.

Quando atingiu a hegemonia no mercado nacional, iniciou o caminho da internacionalização, em finais dos anos 80. Hoje conta com parceiros em todo o mundo, fazendo-se representar através de agentes em mais de 60 países, vendendo de forma sistemática para 28. O seu principal mercado de exportação é Angola, seguido de França, Espanha, Brasil e Canadá, e outros países dos cinco continentes. Fornece, por exemplo, algumas das maiores cadeias de hotéis do mundo e os paquetes da empresa Costa Cruises.ramalhos

“O nosso crescimento nos mercados externos, a uma média de 15% ao ano na última década, deve-se à melhoria da qualidade dos nossos produtos, tanto ao nível da inovação tecnológica como do design”, explica Álvaro Silva, presidente do grupo ARA-SGPS, SA.

Um dos últimos passos nesta caminhada da internacionalização é o nascimento da Ramalhos-Brasil, que iniciou a actividade em Março de 2012. Um investimento estratégico, na medida em que o Brasil se apresenta como uma das maiores economias do mundo e como plataforma para todo o mercado da América Latina. Neste caso, o plano passa por investir três milhões de euros em linhas de produção que permitam, por exemplo, dispensar a exportação de alguns acessórios.

A unidade está instalada em Americana, uma cidade do estado de São Paulo, e trabalha também para o Rio do Janeiro e Belo Horizonte.

O objectivo é, segundo Álvaro Silva, que “o Brasil possa ser o primeiro mercado de exportação da empresa”, o que pode ter acontecido já no fim do ano passado.

A Ramalhos, posicionada em sétimo lugar no ranking europeu de fabricantes de fornos e líder em tecnologia, realiza no mercado internacional 60% da sua facturação, em resultado da venda anual de 1.000 fornos. A unidade instalada no Brasil está a vender 20 fornos por mês e o objectivo é que atinja a facturação da casa-mãe no prazo de quatro anos.ramalhos

O maior dos 400 modelos chega aos 4,5 metros

O conjunto de empresas do grupo ARA- SGPS, que investe na área dos fornos, refrigeração e iluminação, facturou 28 milhões de euros em 2011, menos um milhão do que no ano anterior. No ano passado o objectivo era crescer 7%. Emprega 240 pessoas em Portugal e 60 no Brasil. A Ramalhos, por si só, regista um volume de negócios de 11 milhões de euros e emprega 92 trabalhadores. A sua gama de fornos, acolhe 400 modelos, agrupados em 12 tipos. O de maiores dimensões tem 4,5 metros de comprimento. A unidade fabril de Águeda possui 14 mil metros quadrados. O líder da ARA-SGPS, SA, Álvaro Silva, iniciou  a carreira na empresa como funcionário. Mais tarde, para evitar a sua saída, os patrões admitiram que acedesse a 10 % do capital social. Não mais parou, até assumir o controlo total da construtora de fornos industriais.•

 

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