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Rochas ornamentais batem recorde de exportações

16 de Maio de 2013

O subsector das rochas ornamentais bateu o recorde de sempre em exportações, ao vender 353,2 milhões de euros em 2012, muito acima dos 305,6 milhões de euros do ano anterior, de acordo com as estatísticas agora divulgadas pelos Serviços de Minas e Pedreiras da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG)

A pedra natural tem “uma significativa margem de crescimento” nas exportações e condições para “chegar aos 500 milhões de euros no futuro”, considera José Frazão, director geral do Centro de Exposições Exposalão, que organizou a Stone-Feira Internacional da Pedra Natural de Portugal, que este domingo encerrou na Batalha.

O mármore e as outras rochas carbonatadas registaram a maior procura (mais de 192,5 milhões de euros), seguindo-se o granito e outras rochas similares (85,6 milhões de euros) e a pedra natural para calcetamento (38,8 milhões de euros).stone

Em termos gerais, o subsector cresceu 17,6% em volume e 15,6% em valor, representando 41,4% das exportações do sector das ‘Substâncias Minerais’, segundo a designação da DGEG. Todas as áreas subiram mais em volume – nalguns casos bastante mais – do que em valor, com excepção da ardósia, que viveu uma situação inversa e vendeu 36 milhões de euros.

Quando à análise consolidada da produção da indústria extractiva nacional, ainda referente apenas a 2011, retrocedeu ligeiramente em relação a 2010, alcançando 1, 1 mil milhões de euros.

Nas rochas ornamentais, que representaram 37% do valor global das saídas, verificou-se, neste caso, uma estagnação em relação ao ano anterior, com os mármores e calcários a apresentarem um valor de 179 milhões de euros.

Em resultado do acréscimo do valor global das saídas e o ligeiro aumento das entradas, a taxa de cobertura passou para 175%, no ano de 2011, tendo o saldo mantido um valor positivo de 353 milhões de euros.

“Não há qualquer razão para não sermos um País fortemente exportador de pedra natural e passar de 353 para 500 milhões de euros anuais de exportações no futuro”, referiu José Frazão, destacando que “o sector tem uma incorporação nacional na ordem dos 80%, sendo o restante combustíveis e equipamento. Mesmo nesta área, mais de 90% é fabricado em Portugal”.

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Pedra natural e equipamentos para o sector expostos na Stone, na Batalha, até domingo (Fotos: Ricardo Graça)

Para a organização da Stone, a feira, que terminou este domingo, “decorreu dentro das expectativas”. “Sentimos manifestações de grande interesse por parte dos visitantes, que quiseram deslocar-se a pedreiras e gostaram da pedra portuguesa. E houve também muito interesse dos importadores estrangeiros pelos equipamentos para o sector fabricados em Portugal”, referiu José Frazão.

A Stone-Feira Internacional da Pedra Natural de Portugal, a primeira do género no País, contou com a participação de 150 importadores estrangeiros, oriundos de 23 países, de quase todo o mundo; bem como de 80 expositores nacionais, responsáveis por 50% das nossas exportações.

 

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