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Exportação de mel cresce há quatro anos consecutivos

28 de Dezembro de 2013

A exportação de mel português está a crescer há quatro anos consecutivos, acompanhando a tendência da produção, apresentando-se a Alemanha como o principal destino com quase 60% das vendas, revela um estudo de uma aluna de mestrado do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Instituto Politécnico do Porto.

As exportações nacionais tiveram, no ano passado, como principal destino a Alemanha (58%), seguida da Espanha (23%), Bélgica (7%), Angola (6%), EUA (4%) e França (1%), destaca Sofia Isabel Andrade Ricardo, na sua dissertação de mestrado em empreendedorismo e internacionalização.

Entre 2006 e 2007, as quantidades exportadas cresceram substancialmente, passando de 635 toneladas de mel para 1.359 toneladas. Em 2008 caíram para as 475 toneladas, mas no ano seguinte houve um substancial incremento para as 1.039 toneladas.

A partir de 2009 as exportações apresentaram uma tendência crescente até 2012. Note-se que Angola é o mercado extracomunitário mais importante de destino das exportações de mel nacional.quadro2quadro1

Sofia Isabel Andrade Ricardo frisa, no seu trabalho intitulado “A exportação do mel português: um estudo exploratório sobre as motivações, barreiras e estratégias”, “o potencial das exportações nacionais para países como os EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Bélgica, Espanha, Itália, Polónia e a Arábia Saudita”.

Por um lado, considera que “interessa desenvolver os mercados onde já se encontrem a actuar e, por outro lado, apostar na entrada em novos mercados, como a Arábia Saudita”.

Um dos fornecedores mais importantes é o Agrupamento de Produtores de Mel do Parque (Mel do Parque de Montesinho), que tem uma quota de exportação de 40% e vende directamente com marca própria para mercados como a Alemanha, Angola, Argélia, França, Luxemburgo, Marrocos e Qatar.

O sector nacional tem 17 mil apicultores, que exportaram 1.660 toneladas de mel em 2012. No ano anterior produziram 7.792 toneladas.

A China liderava, em 2011, as exportações mundiais, com 99.988 toneladas, seguida da Argentina, que exportou 72.356 toneladas.

 

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