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Exportação de azeite cresce 275% em cinco anos

9 de Agosto de 2013

O sector do azeite é um dos mais tradicionais da agricultura portuguesa, e um dos que tem apresentado um maior dinamismo nos anos mais recentes. Fruto de um importante investimento nacional e estrangeiro, sobretudo privado, quer ao nível da produção, quer ao nível da transformação e da comercialização, é hoje um sector com significativas taxas de crescimento ao longo da cadeia de valor.

A área total ocupada pela cultura do olival em Portugal, cerca de 360 mil hectares, não se alterou substancialmente nos últimos 10 anos, mas existe sim uma concentração e especialização cada vez maior em duas das principais regiões produtoras, o Alentejo, onde actualmente se encontra 50% da área nacional e mais de 60% da produção, e Trás-os-Montes.

A vocação exportadora que caracteriza tradicionalmente o sector do azeite em Portugal tem sido capaz de acompanhar a evolução dos mercados nos principais países de destino das nossas exportações, sendo o Azeite Português reconhecido hoje como um dos melhores do mundo.

Mariana Vilhena de Matos, secretário-geral da Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal

Mariana Vilhena de Matos, secretário-geral da Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal

A importância da dinâmica exportadora das marcas nacionais de azeite traduz-se num crescimento total de cerca de 275% do volume de exportações nos últimos cinco anos, e no contributo destas exportações para o equilíbrio da balança comercial com diversos países terceiros. De assinalar igualmente que se verifica, desde 2011, um saldo positivo na balança comercial do sector do azeite, que atingiu os 45 milhões de euros em 2011 e aumentou cerca de 43% em 2012, para 64 milhões de euros.

A crescente importância do sector e o reconhecimento do azeite português em termos mundiais recomendam a adopção de um conjunto de medidas que visem apoiar o sucesso da internacionalização do sector e defender os seus interesses perante ameaças várias ao normal funcionamento dos mercados, sendo essa uma das principais missões da Casa do Azeite. - Mariana Vilhena de Matos, secretário-geral da Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal

 Consumimos mais de oito quilos por ano

O nosso País tem uma vocação exportadora natural e entre os mercados de destino destaca-se o brasileiro, que absorve, segundo a Casa do Azeite, 53% das exportações. Este é, assim, produto nacional mais vendido para o Brasil.

Nos últimos anos tem-se assistido a uma recuperação da produção portuguesa, após o acentuado decréscimo verificado, sobretudo, a partir da década de 60 e até finais da década de 80, do século passado, período em se passou de colheitas de 90 mil toneladas para 35 mil toneladas.

No que respeita ao consumo de azeite em Portugal, há uma nítida recuperação em relação ao início da década de 90 do século passado. O consumo per capita passou de 3,3 quilos para os actuais 8,3 quilos.

Este aumento de consumo está, segundo a Casa do Azeite, ligado à “redescoberta” do azeite como produto natural, saudável e com inúmeros benefícios para a saúde humana.

A produção nacional caiu 8% em 2012, após cinco anos consecutivos a crescer, mas as exportações atingiram um novo máximo e aumentaram 25% em volume e 15% em valor, representando 224 milhões de euros.

Na União Europeia, a produção de azeite tem crescido bastante nos últimos anos. A Espanha ocupa o primeiro lugar entre os países produtores do Mundo. Quanto ao consumo, verifica-se nos últimos 15 anos um crescimento médio, a nível mundial, da ordem dos 1,9%.azeite

Casa do Azeite reúne 95% da produção de marca

A Casa do Azeite é uma organização da qual fazem parte 65 empresas associadas ao azeite de marca, representando, no seu conjunto, 95% de todo o produto deste género embalado em Portugal.

Esta associação patronal reparte a sua actividade pelo apoio aos produtores e embaladores e pela promoção de azeite de marca junto dos consumidores.

A organização entrou em actividade em Setembro de 1976, com a designação de Associação dos Armazenistas, Refinadores e Exportadores de Azeite (AREA), e alterou a sua denominação para a actual em 1994.

A Casa do Azeite “tem colaborado activamente com todos os organismos oficiais que tutelam o sector, universidades e outras instituições nacionais e estrangeiras, fazendo ampla divulgação das suas orientações junto dos associados”.

 

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