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Empresa portuguesa de crowfunding aposta na lusofonia

28 de Novembro de 2013

“A Zarpante, uma plataforma portuguesa online de lançamento de projectos e respectivos financiamentos via crowdfunding, é uma alternativa aos métodos tradicionais de subvenção, numa altura em que é de monta a redução dos apoios estatais.

A empresa, que actua nas áreas cultural e social da língua portuguesa, com projectos em diversas áreas como música, artes plásticas, literatura, design, audiovisual, cinema, teatro e sustentabilidade, apoia-se no facto do crowdfunding ser cada vez mais utilizado a nível mundial.

Só este ano, deve representar 5,1 mil milhões de dólares, quase duplicando os valores de 2012 (2,7). Existem 536 plataformas em todo o mundo e há crowdfunders em mais de160 países.

A Zarpante, direccionada para o mundo lusófono, é assim diferenciadora para o mercado de língua portuguesa, fornecendo um espaço em português para atrair utilizadores em português, sem conflitos com projectos de outros países e outras línguas.Zarpante1

A plataforma é uma montra mundial para empresas desses países que quiserem praticar um marketing cultural efetivo e direccionado. Por outro lado, é o site ideal para praticar a solidariedade entre “irmãos” que falam a mesma língua.

Os valores dos projectos já financiados vão de 20 a 14 000 euros. Quanto mais pessoas se interessarem pelo projecto, mais alta poderá ser sua meta financeira. A empresa foi criada em 2011 pela Franco-Portuguesa Anne-Charlotte Louis e pelo brasileiro Henrique Moretzsohn de Andrade.

Distingue-se por ser uma plataforma de crowdfunding internacional com público, contactos e projectos de lusófonos espalhados pelo mundo, aceitando contribuições sobre forma financeira e sobre forma de permuta.

A Zarpante inova ao ser a primeira empresa portuguesa a aplicar o sistema de tudo ou nada com flexibilidade: para projectos criativos, funcionamos por degraus; para projectos sociais, funcionamos como bolsas de captação.

Detém, por ser uma plataforma de promoção e de divulgação da cultura portuguesa no mundo, o apoio institucional do Instituto Camões.

Actualmente tem cinco projectos de crowdfunding em vigor, dois ligados ao cinema, um de animação e sustentabilidade, um social e educativo e um último dedicado ao teatro.

O “Fundo de Apoio ao Cinema” funciona como um instrumento complementar de apoio à produção de filmes portugueses ou de outros países da comunidade lusófona (CPLP), ao qual apenas se podem candidatar projectos de filmes que não obtiveram nenhum subsídio público de relevo, embora possam ter obtido outros apoios ou financiamentos.crowdfunding concept

Criado em 2011, pela associação Zero em Comportamento, organizadora do Indie Lisboa, o Fundo de Apoio ao Cinema é hoje vítima de seu sucesso e precisa captar fundos por meio do crowdfunding para lidar com o aumento de aplicações.

“Morte Súbita” é um espectáculo de teatro que aborda as ditaduras brasileira e portuguesa do século XX e tenta estabelecer um paralelo entre essas mesmas ditaduras e os sistemas políticos e económicos atuais, os quais conduzem a uma ditadura sem rosto, impossível de acusar e nomear. Por causa de falta de apoios estatais, a companhia 33 Ânimos, composta por artistas portugueses e brasileiros, lançou uma campanha de crowdfunding para produzir “Morte Súbita”.

Outra iniciativa é o financiamento da curta-metragem “Lamento no Morro” que tem como pano de fundo o poema Monólogo de Orfeu e a canção Lamento no Morro, ambos de Vinícius de Moraes. A curta revela para o espectador o Morro da Babilónia, onde, em 1959, o diretor francês Marcel Camus filmou Orfeu Negro. E um projecto de cariz social, na medida em que algumas das recompensas previstas incluem visitas ao morro da Babilónia e, principalmente, a possibilidade para pessoas físicas ou jurídicas de patrocinarem ou workshop de cinema para jovens da comunidade.

Recorde-se que há mais de 273 milhões de lusófonos através do mundo o que representa o  quinto idioma com maior número de utilizadores da internet (82,5 milhões) e o quinto idioma mais falado no planeta. A lusofonia é um mercado crescente.

A Zarpante assume-se também como empresa de agenciamento de artistas da área da música e do teatro, além de possuir online uma galeria de arte e uma livraria.

Os criadores da Zarpante

Com 33 anos, Anne-Charlote Louis estudou nas Escolas de Negócios em Paris (ESSEC) e, após quatro anos na área financeira (foi « Financial Auditor » para KPMG Audit Paris durante dois anos e depois « Financial Analyst in Corporate Finance » para Groupe Société Générale em Paris), juntou-se ao mundo do empreendedorismo e participou da criação de diversas start-ups.

Henrique de Andrade, 30 anos, estudou nas Ciências Políticas, Gastronomia e Sociologia. No entanto, optou por ser artista, cantor, compositor e tocou com diversas bandas em Paris”. (Informação da marca)

 

 

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