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Portugal investiga doença que afecta 85 milhões na Europa

4 de Janeiro de 2014

Um tratamento para a artrite reumatóide liderado pela empresa portuguesa TechnoPhage recebeu agora um financiamento de 1,36 milhões de euros da União Europeia, para poder ser usado numa nova fase clínica de desenvolvimento com um novo método de administração.

Neste momento, a doença afecta na Europa mais de 85 milhões de pessoas, com idade igual ou superior a 65 anos, e deverá atingir os 151 milhões em 2060, causando um forte impacto na saúde dos cidadãos e em termos económicos.

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação das articulações e que afecta principalmente as pessoas a partir dos 65 anos.

Reumatoide

Empresas e países envolvidos na investigação liderada por Portugal

O projecto terapêutico, denominado TA101 GOCLIN, envolve sete parceiros industriais oriundos da Bélgica, França, Alemanha, Holanda e Portugal, e prevê-se que esteja concluído no próximo ano.

Miguel Garcia, director executivo da TechnoPhage – uma startup do Instituto de Medicina Molecular (IMM) –, que lidera a investigação, “este projecto combina um novo princípio activo (o TA101) com uma estratégia inovadora de administração e formulação”.

“Os resultados preliminares sugerem ganhos significativos para os doentes, sendo que o projecto permitirá ainda a obtenção de novos conhecimentos no plano europeu”, explica Miguel Garcia, frisando: “Estou muito satisfeito que a TechnoPhage assuma a coordenação deste projecto, que conta com uma forte equipa de especialistas na área da investigação e desenvolvimento de novos medicamentos”.

O consórcio europeu venceu o financiamento do 7º Programa Europeu de Apoio à Investigação Científica para avançar nos estudos clínicos.

Agora terá de “desenvolver um método eficiente para a produção do TA101 para ensaios clínicos, realizar ensaios de fase I (de segurança em voluntários saudáveis) e desenvolver um sistema inovador, baseado na tecnologia de micro-agulhas, para a administração mais cómoda e eficiente do TA101”, refere o IMM.

O custo total da investigação está calculado em 1,72 milhões de euros.

 

 

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