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Bacalhau português chega a ‘bom porto’ no Brasil

22 de Novembro de 2013

O Brasil é o segundo mercado do mundo no consumo de bacalhau, a seguir a Portugal. Uma oportunidade de negócio que o grupo Rui Costa e Sousa & Irmão (RCSI), com sede em Tondela, soube aproveitar há uma década para investir e chegar à liderança na exportação de bacalhau para o país, que representa hoje mais de metade do volume de negócios da empresa.

“Em termos de comercialização, o grupo é o maior exportador para o mercado brasileiro, que representa 55% dos 120 milhões de euros de volume de negócios”, revela a empresa no seu site, em www.rcsi.pt.

Para o incremento dos resultados “muito contribui a empresa Brascod, alavancada pela notoriedade da marca Bom Porto”. “No mercado brasileiro, bacalhau é Bom Porto! Estamos há 10 anos nas principais cadeias de supermercados, nos melhores restaurantes, temos 150 vendedores e dez mil clientes de Norte a Sul do Brasil”, afirma a directora financeira, Sandra Costa e Sousa.

A RCSI apostou no Brasil em 2002, “devido às vicissitudes do mercado nacional”, com a abertura da Brascod, cuja base logística engloba entrepostos comerciais e frigoríficos de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Rui Costa, foto Expresso
O presidente do grupo, Rui Costa e Sousa (foto Expresso)

O seu portefólio inclui clientes de 30 países, com “uma forte aposta para os mercados asiáticos, porque quem não exporta está condenado ao insucesso”.

O grupo é um dos maiores transformadores e comercializadores de bacalhau salgado seco e demolhado ultracongelado do mundo, que apostou numa estratégia de verticalização da fileira para consolidar a sua posição.

Por isso, adquiriu 50% da Andenes Fiskemottak, uma estação de recepção de peixe, e investiu na construção de uma unidade de escala e salga, a Andoya Fisheries, na Noruega.

“Foram 20 milhões de euros investidos que nos permitem controlar o bacalhau desde a saída da água, passando pela escala, salga, secagem e demolha até à mesa do consumidor. É esse o nosso segredo, é processado tal qual era nos navios salgadores dos nossos antepassados, em que permanecia pelo menos cinco meses no sal a maturar”, explica o presidente do grupo, Rui Costa e Sousa.

A RCSI tem 350 funcionários, em Portugal e no estrangeiro, processa 20 mil toneladas de bacalhau seco por ano, 65% das quais exportadas, em especial para o Brasil, e comercializa as marcas Sr. Bacalhau, Bom Porto (Brasil), Brites, Alta Qualidade, Seca Brava e Alavário.

O grupo possui quatro unidades industriais, em Tondela, Gafanha da Nazaré e Noruega, e unidades comerciais em Portugal e no Brasil.

 

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