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China é porta de entrada da pedra portuguesa em novos mercados

23 de Julho de 2013

A China é uma porta de entrada das rochas ornamentais portuguesas em novos mercados da Ásia e Oceânia, como a Austrália ou a Nova Zelândia, defendeu esta segunda-feira, em Leiria, Ricardo Filipe, gestor da Filstone, uma empresa do sector da pedra natural, com sede em Fátima.

O empresário, que contou a sua experiência de 15 anos de negócios na China, durante o 3º Informal Business Drink, organizado pela Associação de Acção para a Internacionalização (AAPI), referiu que o país asiático é “uma oportunidade para muitos empresários portugueses encontrarem a saída para a crise”, embora alertando que “a China tem de ser olhada como parceiro, nunca como cliente”.

Ricardo Filipe, gestor da Filstone, uma empresa do sector da pedra natural, com sede em Fátima

Ricardo Filipe, gestor da Filstone, durante o 3º Informal Business Drink (fotos: Ricardo Graça)

O “grande desafio” da Filstone, neste momento, é entrar em novos mercados da região, com pedra em bloco ou transformada, e promover as rochas ornamentais, por exemplo da Serra de Aire e Candeeiros.

“Estamos a expandir a nossa actividade para o Sul do Japão, Indonésia, Nova Zelândia e Austrália. Nas feiras na China identificamos muitas pessoas” destes países “e percebemos que poderíamos aproveitar esses novos mercados”, explicou Ricardo Filipe, também membro da direcção da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Para o gestor, “não há melhor pessoa para negociar que um chinês”. “Em 15 anos não tenho um cêntimo malparado na China. Não há nada que fuja ao que é combinado, embora sejam muito duros a negociar”, referiu.o 3º Informal Business Drink, organizado pela Associação de Acção para a Internacionalização (AAPI)

Um factor importante a ter em conta é a confiança. “Não se pode pensar que a relação é hoje e amanhã logo se vê – isso é completamente errado na China! É hoje, é daqui a um ano, a 10 anos… Eles mais do que um produto, compram o futuro do negócio. E se não há futuro no negócio, não vale a pena começar”.

Neste contexto, é importante os empresários perceberem se têm condições, dimensão, produto e uma forma correcta de abordar o mercado chinês, que “gosta muito das nossas pedras”, das quais nos devemos “orgulhar” e que existem “em abundância, por exemplo, na Serra dos Candeeiros”, como disse Ricardo Filipe.

 

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