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Hotel Lis - Baixa

“As comunidades no estrangeiro são cartões de visita de Portugal”

26 de Fevereiro de 2013

// A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, presidiu em Dezembro, em Porto de Mós, à inauguração de um hotel de charme. Na sua intervenção e nas declarações aos jornalistas defendeu o turismo focado nas experiências, o papel vital dos empresários, a estratégia de apoio e de promoção do Turismo de Portugal e a importância das comunidades portuguesas e de luso-descendentes

// “O turismo é cada vez mais o das experiências e não propriamente o dos destinos acabados ou das viagens. Os turistas não querem apenas conhecer um sítio diferente, querem, sobretudo, experimentar experiências diferentes. E nós estamos a passar esta ideia para a promoção do turismo em Portugal.

O papel do Estado, as questões públicas, discutem-se muito, mas discutem-se pouco as empresas privadas e o papel dos empresários. O papel vital dos empresários empreendedores, através dos quais Portugal se tornou um dos 20 maiores destinos turísticos do mundo.

Revista Veja Portugal - As comunicadades no estrangeiro são cartões de visita de PortugalNão tenho dúvidas de que muitas vezes pomos o acento tónico no investimento público, quando tem de ser posto no investimento privado. Para a actuação do Governo, isto representa uma mudança em duas áreas fundamentais: o Turismo de Portugal tem um gabinete de apoio ao investidor e está centrado no apoio às empresas; e enquanto no passado o acento tónico era colocado nos grandes resorts em investimentos muito alavancados no crédito, agora passa a ser em projectos bastante mais realistas e focados. Não há ninguém que conheça o mercado como os privados, portanto o seu papel tem de ser cada vez mais importante. A segunda prioridade é a promoção, a venda, atrair mais turistas. Nós nunca vamos estar satisfeitos com os resultados, vamos querer sempre mais.

Se a solução para o aumento da permanência dos turistas nas regiões – um problema que existe em quase todo o território, se sairmos de Lisboa, Porto e Algarve – fosse criar estruturas administrativas, a questão já teria sido resolvida. Mas, o passado prova que a solução está, sobretudo, na iniciativa privada.

Não é a criar estruturas organizativas, nem, sobretudo, olhando para a oferta, muito arrumada do nosso ponto de vista, muito à volta daquilo que queremos, que conseguire-mos atrair mais turistas. Atraímos olhando para aquilo que as pessoas querem fazer e as experiências que desejam conhecer. E muitas vezes são muito diferentes daquilo que imaginamos à partida.

As equipas externas do Turismo de Portugal funcionam como ponto central de apoio aos empresários. Quando digo que é preciso ganhar escala , quero significar que é importante os nossos empresários perceberem que há um ponto de apoio no exterior, que tem a obrigação de funcionar quase como uma rede de distribuição para aqueles que não têm dimensão para a fazer − e a verdade é que temos poucos grupos com essa dimensão. Há é pouco este hábito de procura e de espírito de colaboração e entreajuda.

Revista Veja Portugal - As comunicadades no estrangeiro são cartões de visita de PortugalÉ para isto que servem as nossas embaixadas, as pessoas que nós temos no exterior. É para serem a guarda avançada das empresas portuguesas no exterior.

E é também para perceberem onde está a procura. Se nós criarmos o hábito – no Turismo de Portugal, mas também na AICEP e nas embaixadas – de dar pistas sobre o que possuímos que tem procura, pode ser uma forma de abordagem muito interessante. E cada vez mais temos de trabalhar com segmentos e não com grandes volumes.

As comunidades portuguesas também são muito benéficas na promoção do turismo, quase enquanto embaixadoras ou cartões de visita de Portugal no estrangeiro. Elas têm um papel importantíssimo. E eu salientaria também o papel tão, ou porventura mais importante, que podem ter as comunidades de luso-descendentes, ou os luso-descendentes. Se é verdade que dantes se falava muito em comunidades portuguesas, que continuam a existir, hoje já temos muitos luso-descendentes nacionais dos países onde vivem, mas que sentem uma ligação muito grande e um carinho muito especial por Portugal. E eles são excelentes, senão os nossos melhores cartões de visita.” (Nota: A 1 de Fevereiro Adolfo Mesquita Nunes substituiu Cecília Meireles).

 

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