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Nas terras do xisto a pedra conta histórias (com vídeo)

3 de Março de 2013

// As aldeias surgem, às vezes, suspensas nas serras. As casas de pedra guardam memórias e as gentes histórias do Centro de Portugal. Estes pequenos mundos, que estiveram à beira de desaparecer, ou de se desfazer mais rapidamente, ganharam uma nova vida com a constituição, há mais de uma década, da Rede das Aldeias do Xisto, um projecto de desenvolvimento sustentável, que envolve 21 municípios da Região Centro e uma centena de operadores privados.

A rede é liderada pela Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (ADXTUR) e trabalha em parceria com entidades públicas e privadas na gestão da marca, na promoção conjunta do território, na criação de riqueza através da oferta de serviços turísticos e na preservação da cul-tura e do património do mundo rural beirão. O desenvolvimento integrado e o combate à desertificação humana e ao esquecimento são outras traves-mestras deste projecto, responsável até agora por investimentos na ordem dos 15 milhões de euros.

A marca Aldeias do Xisto divulga a oferta de serviços turísticos dos seus associados (hotéis, pousadas, alojamento em espaço rural, restauração, animação turística, comércio tradicional), em conjugação com um calendário de animação, que recusa pôr em causa o bem-estar e a qualidade de vida das populações.

Ao nível do alojamento há 600 quartos disponíveis, a maior parte em unidades de turismo rural e outros em hóteis de quatro estrelas. Nos últimos dois anos foram aprovados, com comparticipações comunitárias, dois hotéis de quatro estrelas, um aldea-mento de cinco estrelas e a recuperação de 20 novas unidades de alojamento rural.Veja Portugal - Nas terras do xisto a pedra conta histórias

Na rede de lojas vendem-se produtos genuí-nos de qualidade seleccionada. Há artigos e bens tradicionais ou modernos, feitos à mão por artesãos e inspirados pelas gentes e pela cultura do Centro de Portugal. Uns são produtos que só os locais conheciam ou usavam, outros são novas abordagens a processos e a materiais tradicionais, peças de verdadeiro designcontemporâneo de inspiração rural.

E na gastronomia, cada turista já pode assim provar o queijo, o vinho, as ervas aromáticas, as infusões e a doçaria regional sem grande esforço de procura. O mesmo se aplica se quiser usar chapéus, echarpes, malas, sacos e carteiras, anéis, colares ou pregadeiras. E até há peças para decorar a casa de uma maneira mais original, ou obras de arte deco-rativa de criação manual.

A ideia é preservar os valores únicos, as tradições do território e das 27 aldeias que integram o projecto, promovendo em simultâneo o aproveitamento turístico. O contacto com as populações, com a sua cul-tura e o desfrutar da paisagem natural são aspectos a salientar, em paralelo com todos os eventos que fazem das Aldeias do Xisto um destino turístico único e diferenciador em Portugal.

A qualificação dos recursos turísticos abrange áreas como o património edificado, produtos, serviços e animação com a marca Aldeias do Xisto, a gastronomia (Carta Gas-tronómica das Aldeias do Xisto), as unidades de produção artesanal/agrícola e respectivos produtos disponibilizados na rede de Lojas das Aldeias do Xisto.

Há ainda a Rede de Património do Xisto, um projecto internacional de parceria com Røros, uma localidade na Noruega, Património Mun-dial da UNESCO desde 1980; a Rede de Praias Fluviais, que inclui 21 estâncias, algumas em zonas deslumbrantes. Ao nível nacional, a Rede das Aldeias do Xisto, cujo programa foi posto em prática a partir de 2001, é responsável directa por um aumen-to dos visitantes à região e serve de suporte à captação de investimentos privados.

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À descoberta

// Porta da A23
Segue a vertente Sul das Aldeias do Xisto. Uma região que entre muitas surpresas, guarda ainda vestígios do tempo em que estava submersa por um oceano.
Aldeias Água Formosa, Figueira, Martim Branco, Sarzedas e Foz do Cobrão.

// Porta do IC8
Une cinco aldeias e permite acompanhar a transição dos quartzos de Ferraria de S. João e do Casal S. Simão, para as zonas xistosas da Serra da Lousã.
Aldeias Casal S. Simão, Ferraria de S. João, Gondramaz, Cerdeira, Candal, Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro.

// Porta de Coimbra
Este percurso abrange 11 aldeias por zonas como Área da Paisagem Protegida da Serra do Açor, o rio Zêzere e a serra da Lousã.
Aldeias Benfeita, Barroca, Janeiro de Cima, Janeiro de Baixo, Álvaro, Pedrógão
Pequeno, Pena, Aigra Velha, Aigra Nova, Comareira e Fajão.

 

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