Veja Portugal

Hotel Lis - Baixa

A pesca artesanal em uso e recriada

19 de Fevereiro de 2013

// O tempo arrasta quase sempre consigo para o esquecimento as artes mais tradicionais, na pesca não é diferente. Acontece porém que, como em muitos outros ofícios, os homens do mar não se deixam vencer às primeiras investidas tecnológicas e teimam em preservar a pesca artesanal da arte xávega.

Apesar de ter sofrido algumas alterações na voragem dos anos, a pesca ainda é recriada ao longo da costa portuguesa e das suas belas praias. É uma pesca de arrasto. O barco sai de terra ligado a uma corda e distancia-se da costa para largar as redes. Em seguida, re-gressa e as redes são arrastadas até à praia, puxadas por tractores (noutros tempos era trabalho de bois, assim como o esforço hoje desenvolvido pelos motores era então feito por homens e remos). A palavra xávega vem do árabe xábaka, que significa rede para pesca de arrasto e acabou também por dar o nome ao barco.

Veja Portugal - A pesca artesanal em uso e recriada

 

No distrito de Leiria, nas praias da Vieira e do Pedrógão, esta tradição ainda sobrevive devido à forte ligação das populações ao mar. Na Nazaré, nos meses de Maio e Junho, a arte xávega é recriada e tornou-se uma atracção turística. Nos distritos de Coimbra e Aveiro, nas praias da Murtosa, Vagos, Espinho, Mira e Ovar também há recriações deste tipo de pesca, cujo objectivo principal é não deixar que a tradição se perca.

Nas povoações onde ainda é praticada a sério, como na praia da Vieira, os barcos em forma de meia-lua e as redes, com cerca de 200 metros, são praticamente como os originais. Os motores e os tractores são as principais alterações introduzidas nesta arte, com mais de 200 anos, praticada de Abril a Outubro, e que ainda envolve hoje meia centena de pescadores.

Veja Portugal - A pesca artesanal em uso e recriada

Na Nazaré, a arte xávega foi recuperada pela câmara municipal, com o objectivo de promover e ensinar a cultura e a pesca. À semelhança do que acontecia quando ainda estava em uso, os pescadores lançam as redes de manhã, ao largo da costa. À tarde são recolhidas, a partir de terra, por pesca-dores e peixeiras, no momento considerado mais emblemático.

O peixe é vendido numa improvisada lota de praia, reconstituindo também os antigos processos de venda.

 

Comentários

comentários

Login para a tua conta

Não te recordas da tuaPassword ?

Registar neste site!