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“A diplomacia é a continuação da economia por outros meios”

23 de Fevereiro de 2013

// A diplomacia económica, com vista a fomentar a internacionalização e as exportações das empresas portuguesas, tem sido uma das prioridades do actual Governo, encabeçada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, para quem “as embaixadas e os consulados devem ter como prioridade ajudar a vender os produtos e as marcas portugueses e as empresas portuguesas no exterior”.

“Em muitos mercados, até europeus, se o decisor político de um país não ajudar a levar as empresas até ao decisor político de outro país, às vezes podem ser prejudicadas por isso, por lhes faltar esse apoio dado por outros países”, constata o governante, adiantado: “Dantes dizia-se que a diplomacia era a continuação da guerra por outros meios; hoje em dia, a diplomacia é a continuação da economia por outros meios”.

Para Paulo Portas a diplomacia económica “é essencial para que as empresas possam ser defendidas, nomeadamente quando entram em concursos internacionais, quando pensam instalar-se em países onde a economia de mercado não é a lei dominante, é absolutamente essencial a acção conjugada e coordenada dos diplomatas, dos comer-ciais, dos promotores turísticos do nosso país, devidamente articulada com decisores políticos”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros considera ainda que “um diplomata não é um profissional completo, no século XXI, se não tiver uma compreensão abrangente do que é a linguagem comercial”.

Mas, “a internacionalização da economia faz–se também dentro de casa, capacitando as empresas para os processos de exportação e internacionalização”, e “todo o apoio da máquina diplomática consular e comercial da AICEP é um dos maiores activos que o Estado pode colocar ao serviço das empresas”.

“O aumento das exportações portuguesas revela uma base económica resiliente e competitiva e sobretudo a dinâmica que caracteriza uma parte significativa do nosso sector empresarial. O mérito ou o sucesso das exportações são das empresas e dos empresários, que são capazes de triunfar mesmo em circunstâncias adversas”, considera Paulo Portas.

 

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