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66% das exportações de bens são de média e alta tecnologia

6 de Outubro de 2013

Os produtos com maior valor acrescentado, como os de base tecnológica, estão a destacar-se nas exportações e, neste momento, 66% dos bens vendidos nos mercados externos já são de média e alta tecnologia, revelou o Secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, no Fórum Empresarial do Algarve 2013, que encerra este domingo em Vilamoura.

O governante salientou o “forte crescimento” das exportações, que se situaram nos 41,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, nos mercados extra-União Europeia com crescimentos de 20% em 2011 e de 20% em 2012, e uma subida de 9% até Julho, e nos principais mercados europeus.

Secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias

Secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias (Fotos: Color Shop, Lda)

Leonardo Mathias afirmou ainda que os países do Sul da Europa “já estão a viver mais de acordo com as suas possibilidades, criando condições para uma recuperação gradual baseada nas exportações e na estabilização da procura interna”, realçando o crescimento do PIB em 1,1% no segundo trimestre.

O vice-primeiro.ministro Paulo Portas, também presente no Fórum Empresarial do Algarve, organizado pelo Lide Portugal – Grupo de Líderes Empresariais, referiu que o nosso País tem procurado investimento em negócios fora da Europa e “hoje depende menos dos mercados tradicionais europeus do que quando pediu o resgate”, em termos de exportações.

No mesmo sentido, Murteira Nabo, membro do Comité de Gestão do Lide Portugal, afirmou que o nosso País “é pouco competitivo na Europa, pelo que deve procurar mercados fora deste continente, nomeadamente aqueles virados para o Atlântico, em África e na América Latina”.

Em sua opinião, a criação de um mercado comum da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) poderia ser uma solução importante e é nesse sentido que os países membros devem caminhar.

No que respeita a África, Mário Machungo, antigo primeiro-ministro de Moçambique e presidente do comité de Gestão do Lide local, alertou que “a entrada nos países africanos tem sido feita exclusivamente por grandes empresas multinacionais, deixando de fora as mais pequenas, como as Pequenas e Médias Empresas (PME), e a classe emergente e média, correndo-se o risco de dar azo a conflitos sociais, o que é imperioso evitar”.

A segunda edição do Fórum Empresarial do Algarve reúne mais de três centenas de participantes, entre líderes políticos e empresariais de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Alemanha, China, EUA, Reino Unido, México, Marrocos, Espanha, Grécia e Chile.

 

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